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Você conhece os sintomas do Alzheimer?

Equipe Cora

Esquecer um objeto, um compromisso, uma data ou um nome é algo normal e que pode acontecer com todos, mas quando se torna repetitivo e compromete o dia a dia do indivíduo podem ser sintomas de Alzheimer

 

A forma mais frequente de demência entre os idosos, a doença de Alzheimer é caracterizada pela degeneração e morte dos neurônios, com progressivo e irreversível declínio nas funções intelectuais e cognitivas.

Os primeiros sintomas variam de pessoa para pessoa, dependendo da região afetada. Na fase inicial é comum que os sintomas sejam lapsos na memória recente; mudança de comportamento – introversão ou extroversão; senso de direção comprometido; atitudes mais agressivas do que o normal; dificuldades em aprender coisas novas; teimosia, insistência em dizer que não há nada de errado.

Na fase intermediária da doença, os sintomas já são a perda de memória intensificada; repetição infinita de informações; estranhamento constante da própria casa e pertences; alternância de confusão mental e lucidez; estresse psicológico e depressão; agressividade quando é contrariado; início de dependência física – algumas atividades se tornam penosas e outras perigosas; esquecimento de palavras óbvias.

Já na fase mais grave, a pessoa com Alzheimer apresenta dependência física total; não anda e quase não fala; não reconhece ninguém, nem a si mesmo; aparecem infecções, principalmente urinária e pneumonia; a deglutição fica prejudicada; há um aumento da probabilidade de lesões cutâneas e problemas de circulação.

Por conta de todos estes sintomas citados, é muito comum que a doença seja confundida com o processo de envelhecimento. Por isso, é recomendado que, diante dos primeiros sinais, procure um profissional e/ou serviços de saúde especializados para que o diagnóstico seja realizado ainda em estágio inicial, o que favorece a evolução do prognóstico do quadro de cuidado.

Causas e diagnóstico
As causas do Alzheimer ainda não são conhecidas, mas acredita-se que a doença seja resultado de uma somatória de fatores genéticos e ambientais, relacionados com o estilo e a qualidade de vida.

Para detectar que uma pessoa está com a doença de Alzheimer, o diagnóstico é basicamente clínico. Além do paciente, o médico entrevista familiares e as pessoas mais próximas, que poderão contribuir com informações relevantes. Além disso, também são realizados testes de memória, de linguagem e de cálculo para avaliação das funções cognitivas.

Ainda não há exames laboratoriais ou de imagem, como tomografia e ressonância magnética, que permitam o diagnóstico. Mesmo assim, é importante que eles sejam realizados, já que eles podem excluir outras doenças.

Tratamento
Ainda não há cura para a doença de Alzheimer. Os avanços da medicina permitem que os pacientes tenham uma sobrevida maior e uma qualidade de vida melhor, mesmo na fase mais grave da doença.

Algumas pesquisas já têm progredido na compreensão dos mecanismos que causam a doença e no desenvolvimento dos medicamentos para o tratamento. Eles têm o objetivo de aliviar os sintomas já existentes, estabilizando-os ou, ao menos, permitindo uma progressão mais lenta da doença. Com isso, os pacientes conseguem se manter independentes em atividades diárias por mais tempo.

Atualmente, há dois tipos de remédios com resultados comprovados por estudos científicos: um age na acetilcolina e outro no glutamato. Ambos são neurotransmissores envolvidos com a memória, aprendizagem e comportamento. Os medicamentos anunciados como indicados para Alzheimer sem comprovação científica podem trazer efeitos colaterais a longo prazo.

As atividades de estimulação cognitiva, social e física beneficiam a manutenção de habilidades preservadas, além de favorecerem a funcionalidade. Além disso, a seleção, frequência e a distribuição destas tarefas devem ser criteriosas e, principalmente, orientada por profissionais.

Alguns estudos revelaram que ter um estilo de vida saudável pode ser um fator de prevenção dessa doença. Pessoas com uma alimentação equilibrada associada à prática de atividade física, vida social e intelectual ativa são menos suscetíveis ao Alzheimer.

Cuidados com o idoso
Cabe a família escolher entre a permanência do idoso em casa ou em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). O mais importante é que ele receba o atendimento adequado com cuidados com a alimentação, quedas, medicamentos nos horários corretos e, é claro, atenção da família.

Existem algumas orientações básicas que podem ajudar na rotina, como:

• Procurar proporcionar atividades que estimulem o autocuidado, mesmo que levem tempo para serem realizados. O foco de quem cuida deve ser a supervisão das atividades e não a subestimação;
• Quadros de depressão, delírio e agitação podem ser aliviados com medicamentos prescritos pelo médico;
• O uso de agenda com registro das atividades a serem realizadas pode ajudar os pacientes com alteração de memória e orientação;
• A utilização de um cartão de identificação (nome, endereço, telefones de parentes próximos) é recomendado na ida a locais públicos ou não usuais;
• Nos casos de incontinência urinária e/ou fecal, o uso de fraldas descartáveis ou absorventes noturnos ajuda na higiene e no bem-estar do idoso.

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