Saúde bucal em idosos é um tema que preocupa muitos familiares, pois os problemas na boca refletem na alimentação, na autopercepção da saúde, na autoestima e no próprio falar e sorrir.
Mas há muitas informações desencontradas sobre o assunto. Por isso reunimos alguns mitos e verdades sobre as condições bucais no envelhecimento. Boa leitura!
Geralmente, um adulto tem 32 dentes, sendo:

● 8 incisivos;
● 4 caninos;
● 8 pré-molares;
● 12 molares.
Mas um estudo da Universidade Federal de Pelotas-RS verificou, entre outras coisas, que 52% dos idosos não têm nenhum dente.
Desse modo eles recorrem à dentadura (ou prótese) ou ao implante dentário. Contudo muitos idosos têm apenas duas ou três falhas na dentição e, por consequência, não fazem nenhum procedimento por acharem que é algo normal.
Entretanto com o passar dos anos essas perdas dentais acabam influenciando a mastigação, causando doenças periodontais (da gengiva), comprometendo a autoestima e até mesmo a dicção.
Por isso, como você verá no decorrer deste artigo, é muito importante manter a higiene bucal.
Seja por conta própria do idoso, que deve seguir as velhas recomendações dos dentistas: escovar os dentes após cada refeição e visitar o dentista a cada seis meses.
Ou seja por conta do cuidador, caso o idoso tenha alguma demência e, por isso, não consiga cuidar da própria higiene bucal.
Então, acompanhe a seguir os mitos e verdades.

É normal perder dentes com a idade

MITO – Antigamente os idosos tinham perdas dentais com o aumento da idade, mas as falhas estavam relacionadas à falta de hábitos de higiene bucal desde a juventude, já que não havia de modo geral uma cultura de prevenção.
Uma pesquisa feita pela Edelman Insights, chamada Percepções Latino-americanas sobre Perda de Dentes e Autoconfiança, mostrou que no Brasil há 16 milhões de pessoas sem nenhum dente.
Portanto a falta de dentição não está relacionada com a idade, mas sim com a ausência de cuidados.

A depressão e os problemas bucais estão associados

VERDADE – Um levantamento feito na Universidade Federal de Pelotas-RS investigou 439 idosos e identificou que 18,3% deles tinham sintomas depressivos.
As maiores prevalências da depressão foram encontradas em idosos que tinham de 1 a 9 dentes naturais na cavidade bucal, sendo que o normal é 32. Além disso, esses mesmos idosos relataram dores e sensação de boca seca.
Outro ponto a ser observado é que a depressão é caracterizada pela tristeza, pela falta de interesse e também pela ausência de autocuidado. Esta última peculiaridade, portanto, está muito associada à escovação e à ida ao dentista.

Pessoas que já passaram dos 80 anos não precisam ir ao dentista

MITO – Hoje em dia os pesquisadores consideram a existência da “quarta idade” que é a de pessoas que passaram dos 80 anos.
Tanto para essa faixa da população quanto para os chamados idosos jovens, entre 60 e 80 anos, é imprescindível visitar o dentista de seis em seis meses.
Há fortes argumentos para isso: o primeiro é que o uso constante de medicação pode causar xerostomia, que é a diminuição da produção de saliva. No entanto, ela é responsável por auxiliar a mastigação e a manter a boca livre de bactérias que causam doenças bucais.
Além disso, os idosos são mais propensos a problemas periodontais devido à perda dental, uso de medicamentos e sensibilidade na cavidade bucal.
Sendo assim, um especialista pode identificar as disfunções e indicar tratamentos. Portanto, além da tradicional profilaxia (limpeza), a visita regular favorece o diagnóstico precoce de doenças.

Idosos com Alzheimer tendem a apresentar mais problemas bucais

VERDADE – A Doença de Alzheimer e outras demências remetem ao esquecimento de fatos recentes.
Sendo assim, os indivíduos podem se esquecer de fazer a higiene bucal ou ter limitações físicas, no caso de sequelas de um AVC, por exemplo.
O resultado é o surgimento de doenças bucais, acompanhada de incômodo, dor e problemas na alimentação.
Por conta disso é importante que o cuidador de idoso acompanhe a rotina de higiene bucal da pessoa idosa com demência para prevenir maiores problemas.

Idosos tem o sorriso amarelado

MITO – Embora os dentes tenham uma tendência de ficarem escurecidos no envelhecimento, não é regra geral ter um sorriso amarelado após os 60 anos.
Dentro da composição dos dentes, temos a dentina, que é responsável pelo tom dos dentes. A dentina fica sob o esmalte, que está na superfície da estrutura óssea do dente e é transparente.
Por isso o esmalte reflete a cor da dentina. Com o passar dos anos, alguns hábitos tendem a escurecer a estrutura, como o tabagismo, o consumo de bebidas escuras, como o café e os refrigerantes.
Contudo, a prática de hábitos saudáveis, seja na juventude ou na meia-idade, são auxiliares de um sorriso branco e saudável.

Remédios causam mau hálito e doenças bucais

DEPENDE – Muitos idosos tomam mais de cinco medicamentos por dia por conta de doenças crônicas, degenerativas e estados depressivos. Sendo assim, muitos remédios acabam causando a xerostomia, como já falamos neste artigo.
A xerostomia pode acarretar outras doenças bucais, além do incômodo causado. Por isso, o ideal é manter as escovações, acrescentando o uso de enxaguantes bucais sem álcool (para evitar mau hálito) e ingerir bastante água por dia para favorecer a umidade da boca.
O recomendado pelos médicos é não abandonar o medicamento por causa da sensação de boca seca. Por isso, se forem tomados os devidos cuidados, o uso de medicamentos não causa mau hálito nem doenças bucais.
Além dessas informações, é bom ficar atento aos problemas bucais mais comuns no envelhecimento, como as periodontites e até mesmo o câncer bucal.
A perda dental pode causar a retração da gengiva, que é quando ela se retrai e deixa o dente mais exposto. A alteração também ocasiona dor e desconforto na escovação. O recomendado é sempre procurar um especialista para resolver o problema.
Para concluir, a saúde bucal dos idosos merece atenção especial para prevenir outras enfermidades e aumentar a autoestima e a qualidade de vida.
Na Cora Residencial Senior a higiene bucal dos nossos residentes faz parte das atividades diárias dos cuidadores. Para conhecer mais detalhes da Cora, acesse o site e veja nossas unidades.