Como entender o funcionamento do nosso cérebro? Por que o envelhecimento traz a perda progressiva das nossas capacidades funcionais? Como podemos inibir o esquecimento? Essas são apenas algumas das dúvidas que nos acompanham quando temos um parente em fase de envelhecimento. Para auxiliar nesse processo, uma das medidas recomendadas por médicos e especialistas é a estimulação cognitiva em idosos.
Ela serve para “desenferrujar” nosso sistema cerebral e sensorial para que tenhamos mais autonomia e independência nas atividades rotineiras, no convívio social e na lembrança de detalhes importantes da nossa história.
Em todas as etapas da vida somos desafiados a pensar, a criar e a encontrar soluções para os mais diversos estímulos. No envelhecimento não poderia ser diferente. Mas as circunstâncias do dia a dia, como uma doença, o isolamento social, a falta de interesse e a ausência de oportunidades podem fazer com que as perdas cerebrais sejam aceleradas.
Surge, portanto, a estimulação cognitiva para frear essa progressão. É disso que este artigo trata. Portanto, se você quer conhecer os efeitos positivos desse estimulante acompanhe a leitura deste post.

O que é estimulação cognitiva

A estimulação cognitiva (conhecida pela sigla EC) é um conjunto de ações e medidas que visam estimular ou reabilitar as funções fisiológicas, psicológicas e sociais dos indivíduos.
Ela é adotada não apenas no atendimento a idosos, mas em várias faixas etárias e contextos.
O objetivo principal é retardar os efeitos das demências, superar os déficits de memória, reduzir as limitações sociais e fazer com que o idoso se sinta mais autoconfiante e seja mais independente para o autocuidado.
Ela está associada a outras práticas para estímulo da memória e da autonomia, como atividades físicas controladas e regulares, alimentação adequada, acompanhamento e tratamento médico.
Desse modo, os efeitos positivos ao idoso não dependem unicamente da estimulação cognitiva, mas de todo um conjunto de ações.

Como funciona

As pesquisas internacionais já demonstraram que as reduções cognitivas dos idosos não estão diretamente associadas a doenças.
Pessoas sadias também têm perdas da capacidade funcional com o avançar da idade.
Pode ocorrer, também, de um idoso com alguma doença ter a memória e as demais atividades do sistema cerebral muito parecidas com as de um adulto saudável.
Isso acontece porque o envelhecimento se dá de maneira diferente entre as pessoas, ainda mais em se tratando de diminuição da capacidade cognitiva.
Mas de maneira geral a estimulação cognitiva é muito indicada para prevenir e reabilitar. Por meio de uma avaliação neuropsicológica é possível identificar quais áreas do cérebro têm maiores reduções cognitivas.
Por consequência são trabalhadas ações para mitigar o progresso dessa diminuição funcional. Por isso são elaboradas atividades para exercitar a mente. Veja algumas delas:

● colagem;
● leitura;
● jogos;
● pintura;
● quebra-cabeça;
● labirintos;
● repetições.

Se realizadas em grupo, essas atividades têm ainda mais efeitos, pois são associadas à interação social e à troca de experiência entre pessoas que estão compartilhando a mesma situação com suas respectivas conquistas.
Portanto, atividades aparentemente simples como ler em voz alta, repetir uma história, escutar músicas que tocavam na juventude e cultivar pequenas plantas têm efeitos cumulativos muito positivos para a memória. Um diário escrito com imagens representativas e até fotografias de pessoas queridas também são ótimas dicas para exercitar a memória afetiva.

Quais os benefícios

A estimulação cognitiva, associada à estimulação motora e outros tratamentos, retardam o avanço dos sintomas de doenças demenciais e trazem muitos outros benefícios. Confira alguns deles:

● ganho de autonomia e independência;
● autoconfiança e autoestima do idoso;
● bom custo-benefício, pois potencializa a ação de medicamentos;
● melhora a memória;
● reduz o risco de depressão;
● aumenta a interação social;
● potencializa a proteção contra demências.

Um artigo científico publicado na revista Referência por pesquisadores da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, em Portugal, demonstra que as atividades cognitivas trazem ganhos significativos à saúde.
Eles pesquisaram 27 idosos e identificaram que os estímulos sensoriais, motores e, principalmente, cognitivos melhoram a memória e o raciocínio.
Portanto eles sugerem que essas atividades sejam incluídas nos cuidados com os idosos. Isso para possibilitar um maior nível de independência visando auxiliar o autocuidado e uma maior atividade do sistema cerebral para resgatar ou manter a qualidade de vida no envelhecimento.
Atividades básicas, mas que desempenhadas com planejamento e constância, com a supervisão de especialistas de uma equipe multiprofissional, podem atrasar um quadro demencial no idoso.
Além de tudo isso, a estimulação cognitiva feita de forma ordenada e com a previsão de resultados positivos, tem uma boa relação custo-benefício, já que é auxiliar ao tratamento medicamentoso.

Demências

Para concluir, já sabemos que a taxa da população idosa está aumentando gradativamente no Brasil e no mundo. As doenças demenciais, como o Alzheimer, também seguem esse ritmo progressivo.
As demências são associadas com vários tipos de déficits cognitivos, que são representados em:

● afasia: dificuldade para ler e escrever;
● agnosia: incapacidade de reconhecer objetos ou pessoas mesmo com os sentidos sensoriais em funcionamento, como visão, audição e tato.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia em 2010 cerca de 35,6 milhões de pessoas com demência em todo o mundo.
Mas a previsão é de que esse número duplique de 20 em 20 anos. Assim já terá passado da casa dos 115 milhões em 2050.
Um idoso com uma doença demencial sem um suporte, seja ele de serviços públicos ou privados, no que se refere à estimulação cognitiva em idosos, pode apresentar uma evolução maior dos sintomas e, por consequência, ter menos qualidade de vida.
Isso porque o cérebro envelhecido tem condições de reabilitação, sendo possível, portanto, desacelerar esse declínio com programas consistentes de estimulação.
Nesse sentido, a Cora Residencial mantém atividades em grupo com o propósito de estimular a capacidade cognitiva dos nossos residentes.
Todos os meses renovamos nossas atividades para proporcionar uma experiência enriquecedora aos idosos que têm desde aulas de canto até artes e outras ações para estimular o raciocínio e a memória. São, pelo menos, 100 atividades mensais internas e externas com este propósito.
Quer conhecer um pouco mais dessas atividades e conferir de perto os benefícios? Curta nossa página no Facebook e conheça mais sobre a Cora e os benefícios aos idosos.