O sucesso de qualquer tratamento depende muito do envolvimento do paciente. De nada adianta a medicina evoluir a ponto de encontrar respostas para quase todas as doenças e a indústria farmacêutica produzir os medicamentos mais eficazes se a pessoa negligenciar a ingestão de fármacos. Em se tratando de remédio para idoso, a atenção deve ser redobrada.
Muita gente concorda que o envelhecimento não é sinônimo de doença. Existem muitas pessoas com 80, 90 anos que não tomam um remédio sequer durante o dia. Mas, do lado oposto, existem idosos que consomem mais de 10 medicamentos diferentes diariamente.
Como sabemos, há muitas pessoas do grupo 60+ que moram sozinhas e são responsáveis pelo seu próprio cuidado. Quando o médico indica a ingestão de um ou dois fármacos diários, é mais fácil controlar o tratamento. Entretanto quando o indivíduo toma três comprimidos logo de manhã, por exemplo, a situação já complica um pouco mais.
Como não esquecer nenhuma dose? E, mais, o que fazer quando a interação medicamentosa causa dores ou desregulagem de outros órgãos?
O assunto é tão sério que existe uma ciência que estuda a hora mais adequada de tomar remédios.
Ela se chama cronofarmacologia. Sendo assim, o médico a aplica indicando os horários do medicamento de acordo com os efeitos esperados e a rotina do idoso.
É por isso que trazemos essa reflexão tão importante aqui neste artigo: a importância da medicação, especialmente, na hora certa. Acompanhe!

Remédio para idoso: a necessidade de seguir a prescrição médica

Você deve conhecer idosos que vão ao médico, fazem diversos exames, pegam a receita, compram os medicamentos e começam a ingestão. Mas abandonam o tratamento porque acreditam que os remédios não estão dando resultado ou porque sentiram algum efeito colateral.
Assim todo esforço cai por terra. É necessário que a pessoa idosa siga as orientações médicas. Se você está passando por isso com um familiar, procure o médico para tirar suas dúvidas, não confie em pesquisas sobre o medicamento feitas na internet e, se julgar necessário, procure uma segunda opinião médica.
Uma atenção redobrada deve focalizar em dar a medicação na hora certa. Isso porque os medicamentos têm períodos de efeito determinado sobre o organismo e, passado este prazo, é imprescindível repetir a dose para que o tratamento tenha sucesso.
É por isso que as bulas dos medicamentos já contêm informações sobre a ingestão, a cada 6, 8, 12 ou 24 horas. Porém, há determinados fármacos que devem ser tomados uma vez por semana ou uma vez por mês devido aos efeitos esperados.

Veja, portanto, algumas dicas que separamos para você não perder o horário dos remédios.
● seguindo a prescrição médica, escreva num papel todos os horários dos medicamentos e coloque-o em lugar visível, como a mesa do criado-mudo ou a porta da geladeira;
● coloque informações adicionais em frente ao horário e o nome do remédio, como para que ele serve e se deve tomar após o almoço ou em jejum;
● tenha uma cópia de reserva, deixando-a com um familiar ou uma pessoa próxima, caso perca os lembretes;
● grave alertas no celular;
● baixe aplicativos para lembrar a hora dos medicamentos.

Quando se tem um cuidador ou se mora numa Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) é mais fácil cumprir os horários. Mas quando se vive sozinho, o ideal é recorrer aos alarmes e lembretes para não correr o risco de perder nenhuma dose. E quando se esquece de tomar um comprimido? O ideal, segundo os farmacêuticos, é fazer a ingestão no próximo horário normalmente. Acumuluar duas doses, portanto, não é indicado porque isso pode causar disfunções no organismo.

Referência, genérico ou similar?

Uma dúvida muito comum dos cuidadores e dos próprios idosos na hora de comprar o medicamento prescrito pelo médico é se é melhor levar para casa um remédio de referência, genérico ou similar. Veja a diferença:

● referência: é a medicação original, fruto de pesquisas científicas que motivaram o registro na Anvisa;
● genérico: não possui marca específica, apenas o mesmo princípio ativo do medicamento original. As caixas são indicadas com a letra “G”, que é a sigla para genérico;
● similar: possuem marca e nome comercial parecidos com o remédio de referência, sendo que a embalagem muda conforme o laboratório produtor.

Cuidados geriátricos: o risco da automedicação e do uso em cascata

A automedicação é prática comum em 90% da população, segundo pesquisas médicas, entretanto, o hábito traz riscos à saúde, como o agravamento de doenças e o surgimento de outras enfermidades.
Muitas vezes a automedicação é causada pela vontade de dar um alívio imediato a uma dor ou desconforto. Em outras ocorre devido à indicação de medicamento de algum amigo. Contudo o mesmo medicamento pode ter efeitos diferentes de uma pessoa para outra.
O excesso de remédios ingeridos diariamente também pode ter efeitos indesejados na saúde da pessoa idosa. Como a medicina evoluiu para a especialização das áreas, cada médico que avalia o paciente pode sentir a necessidade de indicar um fármaco diferente.
A combinação de diferentes tipos de medicamentos agrava os efeitos colaterais e o funcionamento dos órgãos. Pode ocorrer ainda de um medicamento reduzir o efeito do outro.
Além disso existe o risco do uso em cascata. O idoso toma um remédio para constipação intestinal, que acaba causando dores de cabeça. Na busca para aliviar a dor de cabeça, o idoso toma um segundo remédio.
Por sua vez, o medicamento provoca novos efeitos colaterais. Um especialista na área, portanto, pode identificar esses sintomas e suspender ou substituir apenas o primeiro fármaco. Assim tudo fica resolvido.
Sendo assim, além do horário certo na ingestão de medicamentos, da combinação de fármacos e dos riscos da automedicação, a pessoa idosa e o cuidador precisam se manter alertas com relação às reações alérgicas. Afinal tratam-se de elementos e combinações químicas que estão adentrando no organismo e podem causar diversos efeitos além do tratamento.
Para concluir, as pessoas idosas são as mais propensas ao uso constante de medicamentos.
Embora envelhecimento não esteja diretamente associado ao desenvolvimento de doenças. Por isso é muito importante ter um controle dos horários de dar remédio para idoso e evitar os efeitos indesejados, sempre contando com a orientação do médico e do farmacêutico.
Preocupada com esse cenário, a Cora Residencial Senior tem uma equipe multiprofissional que contempla a participação de farmacêuticos e enfermeiros para realizar todos os procedimentos do tratamento indicado pelo médico da família.
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