O açúcar está presente na nossa alimentação cotidiana. Ele dá energia e aumenta a sensação de bem-estar por meio da liberação da serotonina. Mas o ingrediente não é esse bom moço que parece.
O excesso de açúcar, especialmente entre os idosos, agrava doenças e pode estar ligado ao surgimento de demências.
Não dá para negar que é gostoso consumir um belo pedaço de bolo de chocolate acompanhado de um copo de refrigerante. Porém, eles são ricos em açúcares processados. Devido à rápida absorção desse produto pelo organismo, a substância logo chega ao cérebro e ativa a sensação de bem-estar.
Com isso não nos damos conta dos males que o consumo excessivo provoca em nosso corpo. Apesar das recomendações de médicos e nutricionistas, além das organizações mundiais e nacionais de saúde, para reduzir o consumo de açúcar, cedemos ao sabor. Mas a falta de consciência pode sair bastante caro à nossa saúde. Confira as 5 principais ameaças à saúde dos idosos.

1.Obesidade

O consumo de açúcar vem numa escala crescente na história humana. Segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o brasileiro consumia 15 kg por ano na década de 30, passando a 50 kg anuais na década de 90 e para 56 kg por ano na atualidade. O ingrediente está distribuído nas xícaras de café, latas de refrigerante, bolos, doces industrializados, entre outros alimentos. Essa carga excessiva causa sobrepeso e obesidade. Em idosos, essas disfunções podem levar ao aumento do colesterol, diabetes tipo 2, dores nas articulações e a problemas cardiovasculares.

2.Problemas nos ossos

O consumo exagerado de doces e refrigerantes ocasiona a redução da absorção de cálcio e magnésio nas pessoas idosas, favorecendo o risco de osteoporose, que é a perda acelerada da massa óssea. A doença não apresenta sintomas, na maioria dos casos, sendo identificada quando ocorre uma fratura. Com os ossos fragilizados, o idoso passa a sentir dor e tem que se submeter a tratamento que inclui medicamentos e uma dieta saudável.

3.Depressão

Ao mesmo tempo em que o açúcar gera uma sensação de prazer, ele também acelera os processos de depressão e fadiga quando consumido em abundância. Isso porque o produto causa oscilações na glicemia. Se o idoso já apresentar deficiência de Vitamina B1, que protege o sistema nervoso, o consumo exagerado de açúcar acaba favorecendo o surgimento da depressão e alterações de humor.

4.Baixa imunidade

Comer doces e bebidas açucaradas diariamente pode desencadear a queda na imunidade da pessoa idosa, pois o ingrediente reduz as defesas do organismo, alterando assim a barreira intestinal, causando dessa forma a proliferação de bactérias causadoras de enfermidades.
Além disso, o açúcar está associado a alterações como colesterol alto, hipertensão e esteatose hepática (gordura no fígado).

5.Cáries

A saúde bucal entre idosos merece atenção especial, pois o açúcar pode estar presente tanto na alimentação diária quanto nos medicamentos. Sendo assim é fundamental que o idoso evite o ingrediente nos alimentos e bebidas para amenizar os efeitos sobre a formação de placas bacterianas e cáries. Portanto, mesmo os idosos que usam próteses devem manter a higiene bucal, com escovação após as refeições e uso de fio dental.

O excesso de açúcar e as recomendações de consumo moderado

Nosso organismo não precisa de açúcar processado. Isso porque ele necessita de outros nutrientes para gerar energia, como gorduras, proteínas, vitaminas, sais minerais e carboidratos.
Porém devido à nossa cultura aprendemos a utilizar o produto descontroladamente, desafiando as recomendações médicas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera aceitável a ingestão de 5% de açúcar numa dieta de 2 mil calorias diárias para um adulto saudável. O que você precisa saber é que essa quantia equivale a 20 gramas, ou seja, cinco colheres médias por dia.
Entretanto, uma única latinha de refrigerante, por exemplo, tem 40 gramas de açúcar processado.
As pessoas idosas podem até não tomar tanto refrigerante assim, mas consomem bolachas, bolos, cafés, chás e muitos outros produtos industrializados.
Portanto o ideal é contar com uma alimentação natural, regrada e orientada por nutricionista. Se não tiver acesso a isso, pelo menos deve estar atento aos rótulos dos alimentos industrializados, já que até mesmo os produtos da linha fitness contêm açúcares.
Quando você ler termos como sacarose, adoçante de milho, xarope de milho, frutose e glicose nas embalagens, pode saber que está consumindo, na verdade, diferentes tipos de açúcares.
Há, é claro, algumas alternativas, como o açúcar mascavo, o açúcar de coco e o próprio mel, que é mais natural. Entretanto, nada como substituir essa alimentação pelo consumo de frutas, que já dispõe de açúcar e causam menos danos à saúde.

Alimentos açucarados podem estar ligados a demências

O açúcar faz parte da mesa do brasileiro de todas as idades. Porém, como já foi dito aqui, entre os idosos ele pode ser mais danoso devido à ocorrência de outras doenças, como diabetes e osteoporose.
Mesmo assim, as taxas de consumo são altas. Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), que ouviu mais de 2 mil moradores de São Paulo, identificou que, em média, 37% dos adultos e das pessoas idosas consomem açúcar em abundância.
A ingestão é maior entre as mulheres idosas, segundo o estudo, demonstrando que 30% delas passam dos limites quando o assunto é consumo de doces, enquanto que entre o público masculino, essa taxa é de 23%. O dado preocupante revelado na literatura médica internacional é que os níveis de açúcar no organismo estão relacionados a doenças demenciais.
A professora Rebecca Gottesman, da Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos, identificou que o diabetes pode enfraquecer as veias e aumentar as chances de danos cerebrais causando demências.
Já a pesquisadora Melissa Schilling, da Universidade de Nova York, analisou que diabéticos têm mais chance de desenvolver Alzheimer com o aumento da idade.
Para concluir, o excesso de açúcar é um propulsor de doenças físicas e mentais, exigindo uma alimentação corretiva, com hábitos alimentares que ajudem a elevar a saúde do idoso.
Na Cora Residencial Senior atuamos com equipes de nutricionistas em todas as unidades para levar uma alimentação rica e balanceada aos nossos residentes.
Além disso, todos eles têm fichas de acompanhamento indicando a existência de doenças, como o diabetes, que servem de alerta aos cuidadores para evitar a oferta de açúcares.
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