Veja qual a idade limite para conduzir um veículo e dicas de segurança

Sabe aquela sensação de liberdade que os jovens sentem ao receberem a carteira de habilitação pela primeira vez? Agora imagine a situação exatamente oposta: perder a carta de motorista e com ela, toda a liberdade de ir e vir a hora que bem entender. É por esta circunstância que passam muitas pessoas ao atingirem a melhor idade. Por isso a decisão de aposentar-se dos volantes deve ser tomada com cautela.


Mas afinal, quem é que toma essa decisão? A lei, a família ou o próprio idoso? Será que existe idade máxima para dirigir? Esclarecemos estas e outras questões no artigo a seguir.

Terceira idade no volante

Dirigir um veículo é sinônimo de independência, mas por outro lado exige muita atenção e responsabilidade. Quando ficamos mais velhos é normal que algumas capacidades sejam diminuídas pelo processo de envelhecimento natural. Portanto, pode ser necessário ponderar até quando deve-se seguir com a prática e quando é o momento de parar.

Motoristas com 70 anos ou mais correm o dobro do risco de se envolverem em acidentes veiculares quando comparados a condutores de meia-idade. Mas o que diz a lei brasileira sobre isso?

Leis de trânsito para idosos

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro não existe idade máxima para dirigir. No mundo, existem pessoas com mais de 90 anos que ainda dirigem legalmente, como é o caso da rainha da Inglaterra, que tem 93 anos e de vez em quando ainda conduz seu Jaguar sozinha. Inclusive, nunca é tarde para começar. Idosos também podem tirar a carteira de motorista, da mesma maneira que uma pessoa jovem.


O que muda nesta faixa etária é o prazo para renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que passa a ser a cada três anos (ao invés de cinco) quando o condutor passa dos 65 anos de idade. Todavia, este prazo pode ser ainda menor se assim for solicitado pelo médico perito no momento do exame.

Quando parar de dirigir?

Apesar da renovação ser obrigatória a cada três anos para pessoas acima de 65 anos, nesse período a condição do idoso pode mudar. Por isso, além do DETRAN, a melhor pessoa para avaliar se um idoso está ou não em condições de conduzir é um médico.


Mas mesmo que o DETRAN e o médico familiar autorizem, os motoristas mais experientes devem se autoavaliar constantemente em relação às suas condições física e emocional para julgarem se é seguro para si e para os demais seguir com a condução.

Sinais que devem ser observados

Dirigir pode parecer fácil, mas exige uma soma de funções: cognitiva, motora e sensório perceptiva.

A função cognitiva está relacionada com o raciocínio e aos reflexos que temos quando recebemos algum estímulo externo. Com isto é possível tomar uma ação de forma rápida, por exemplo. O que é superimportante para uma direção defensiva.

As funções motoras são aquelas que nos permitem de fato realizar uma ação, seja com as mãos ou com os pés (ou outras partes do corpo). Se estas estão prejudicadas, o cérebro manda um comando, mas os membros não respondem a tempo ou como deveriam.


Já as funções sensório-perceptivas têm a ver com nossa capacidade de perceber de forma clara as imagens e os sons à nossa volta.

Caso o idoso apresente todas as funções ainda em um bom funcionamento e se sinta confortável para isso, não há porque se preocupar em parar de dirigir. A prática inclusive deve ser incentivada, porque agrega no convívio social e é estimulante.

Dicas para motoristas mais experientes

Praticar exercícios físicos, fazer exames com regularidade e optar por carros automáticos e com direção hidráulica são dicas que podem tornar o cotidiano do motorista idoso mais seguro e confortável, segundo ICETRAN, Instituto de Certificação e Estudo de Trânsito e Transporte.