Problemas psicológicos ou físicos e dificuldades financeiras são algumas questões que refletem diretamente na qualidade de vida na terceira idade

As condições físicas e emocionais são fatores determinantes para garantir o bem-estar, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos. E são as doenças crônicas e que reduzem a qualidade de vida os principais problemas que podem prejudicar a independência e a autonomia nessa fase.

No documento Envelhecimento Saudável – Uma Política de Saúde, elaborado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o envelhecimento ativo está relacionado a “fatores determinantes” ao longo da vida. Entre eles estão fatores sociais, pessoais, comportamentais, culturais, assim como ambiente físico e o acesso aos serviços de saúde. Confira!

Culturais: Tradições e valores, por exemplo, costumam determinar como uma sociedade encara as pessoas idosas e o processo de envelhecimento. Sociedades que atribuem sintomas de doença ao processo de envelhecimento têm menor probabilidade de oferecer serviços de prevenção, detecção precoce e tratamento apropriado de doenças.

Comportamentais: o estilo adotado ao longo da vida costuma apresentar reflexos na terceira idade. Doenças ocasionadas pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas ou cigarro geralmente interferem nas condições clínicas, principalmente na terceira idade. A mesma interferência, mas de maneira positiva, ocorre com aquelas pessoas que optaram por hábitos mais saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos.

Pessoais: questões genéticas e psicológicas são fatores determinantes para o envelhecimento. Durante o processo normal de envelhecimento, algumas capacidades cognitivas tendem a diminuir. Mas outras situações podem acelerar esse processo: doenças; aspectos comportamentais (obesidade, consumo inadequado de medicamentos); problemas psicológicos (falta de motivação, baixa autoestima) e sociais (solidão e o isolamento). A convivência com amigos e familiares permite ao idoso se sentir integrado às atividades e à rotina.

Ambiente físico: pode determinar o grau de independência na terceira idade. Idosos que vivem em áreas de risco ou com barreiras físicas tendem a sair com menor frequência. Dessa forma, ficam mais propensos ao isolamento e à depressão e podem apresentar problemas de mobilidade com maior frequência.

Sociais: acesso à educação, proteção contra violência e maus-tratos são fatores do ambiente social que estimulam a saúde, participação e segurança à medida que as pessoas envelhecem. Por outro lado, situações de solidão, maus-tratos e conflitos aumentam os riscos de deficiências e, consequentemente, de morte precoce.