Entenda por que os idosos se alimentam menos e como estimular o apetite.

A redução das papilas gustativas é um processo do envelhecimento que pode diminuir o apetite em idosos, como explica a nutricionista da Cora Luana Perucci. No entanto, este não é o único motivo para a comida ficar no prato, ao observar os alimentos deixados, é possível entender um pouco mais sobre a alimentação na terceira idade.

Sobrou: por que o idoso não quer comer?

A nutricionista Luana explica que as causas podem ser variadas. Além da falta de apetite provocada pela alteração das sensações na língua, o modo de preparo do alimento e as próprias condições de saúde do idoso costumam interferir.

“Alimento muito duro e sem tempero, apresentação do prato e consistência inadequada à condição clínica da pessoa são algumas causas”, comenta a profissional. Ela também alerta que salada e prato principal são os itens que mais costumam ficar de lado.

De acordo com o periódico Today’s Geriatric Medicine (Medicina Geriátrica de Hoje), a falta de apetite em idosos com mais de 75 anos também pode estar relacionada a hormônios reguladores da fome que provocam a sensação de saciedade precocemente, no entanto algumas alternativas podem ser adotadas para incentivar a alimentação.

Como ajudar o idoso a se alimentar melhor

Alguns procedimentos podem contribuir para aumentar o apetite em idosos, e para que sintam mais vontade de comer, explica a nutricionista. Veja:

  • Pequenas porções: é importante que o prato seja montado de forma a despertar o apetite. Pratos cheios causam a sensação de obrigação de se alimentar, que pode ser ruim para os idosos.
  • Alimentação colorida: oferecer pratos coloridos e diversificados é fundamental. Além de contribuir para a absorção de nutrientes, esse tipo de alimentação pode aprimorar o apetite.
  • Consistência adequada: vale lembrar que é importante apostar na preparação dos alimentos com a textura ideal para a idade e condições clínicas.

Luana também alerta que uma alimentação saudável para o idoso não significa, necessariamente, muita comida. “Não é comer muito que importa, mas comer adequadamente – ou seja, manter uma alimentação equilibrada”.