Mercado de bens e serviços está evoluindo para atender às exigências e necessidades da terceira idade

Em poucos anos, o gráfico da distribuição etária brasileira estará mais equilibrado. Se em meados do século passado, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer era de 52,5 anos, hoje está em 76 anos e tende a aumentar ainda mais, segundo as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2060, as pessoas da terceira idade vão representar 25,5% da população – mais de 52 milhões pessoas – e a expectativa de vida deve ser de 81 anos.

Diante desse cenário, não são apenas as famílias que precisarão passar por adaptações. Serviços, produtos e espaços públicos também necessitarão de um olhar atento para atender às exigências legais e práticas desse público. O Estatuto do Idoso já prevê uma série de direitos, como o acesso universal à saúde, a implantação de equipamentos urbanos comunitários com foco nesse público, a eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanísticas para garantia da acessibilidade, entre outros.

Tecnologia a serviço da terceira idade

A indústria de bens também despertou para essa questão. A área da saúde está investindo em novas descobertas tecnológicas usando ferramentas como inteligência artificial e realidade virtual para oferecer novos produtos e aprimorar os já existentes.

Este ano, na Europa, a Seismic (empresa ligada ao centro de pesquisa SRI International, nos Estados Unidos) uniu a indústria têxtil e a robótica para lançar os primeiros modelos de “roupas elétricas”. O material simula o funcionamento dos músculos e age como tendões do corpo para facilitar a mobilidade de pessoas que perderam a capacidade muscular por causa do envelhecimento.

E a empresa brasileira Hoobox Robotics desenvolveu uma cadeira de rodas que pode ser ativada a partir das expressões faciais do usuário. O produto já está sendo vendido nos Estados Unidos e em breve deve estar disponível no mercado brasileiro.

No setor de serviços, o que está mudando?

Escolas de idiomas, pacotes de turismo e empreendimentos imobiliários são alguns exemplos de serviços que estão passando por mudanças e personalizações para oferecer um atendimento exclusivo à terceira idade.

No mercado de trabalho o aumento de atenção à terceira idade também pode ser nitidamente percebido. Segundo uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a ocupação de cuidador de idoso cresceu 547% entre 2007 e 2017. O número de vagas para essa especialidade passou de 5.263 para 34.051.

Avós, bisavós e até tataravós. Como as famílias estão se transformando?

Com o aumento da expectativa de vida, muitas famílias podem vivenciar a alegria de reunir gerações em um almoço de domingo. Mas como fica a rotina de cuidados com os familiares de mais idade? O aumento da oferta de trabalho para cuidadores de idosos é um reflexo destas novas necessidades.

Enquanto algumas famílias optam por levar um cuidador ou enfermeiro para dentro de casa, outras preferem proporcionar ao idoso todo o conforto de um residencial especializado.

Para atender a essas expectativas de infraestrutura e atendimento completo para o idoso, a Cora Residencial Senior, com seis unidades na cidade de São Paulo, é um novo conceito de residencial e serviços para a terceira idade. O objetivo é oferecer uma infraestrutura adequada para promover o bem-estar do idoso, aliada a tudo o que ele pode necessitar: equipe de saúde, atividades culturais e sociais, cardápio balanceado, esportes, diversão e incentivo à socialização. São três modalidades de estadia: para aproveitar o dia, para passar uma temporada e para viver. Todas as opções atendem desde os idosos com autonomia plena, mas que buscam um espaço para ampliar suas relações sociais, até aqueles que exigem atenção e cuidados em período integral. Saiba mais sobre cada uma das opções nos links.