Um bom motivo para prevenir o diabetes em idosos é o risco de desenvolver Alzheimer. Pesquisas médicas mostram que a doença é fator de risco para as demências. Só para lembrar, o diabetes é prevenido com um estilo de vida saudável. Por isso, se você quer entender melhor a relação entre as duas doenças e as formas de prevenção leia este artigo.
Enquanto o diabetes altera o funcionamento das funções cognitivas, o Alzheimer influencia o metabolismo da glicose. O resultado dessa combinação perigosa é o avanço das duas enfermidades no indivíduo.
Infelizmente, o diabetes atinge 9% da população brasileira, segundo o Ministério da Saúde, ao passo que o Alzheimer tem prevalência de 2% na população.
Mas a boa notícia é que ambas as doenças podem ser prevenidas e controladas com o devido tratamento médico que prioriza o estado geral do paciente e especialmente a nutrição.
Sendo assim, para entender melhor o diabetes, acompanhe as informações seguintes deste post.

Diabetes e a prevalência entre os idosos

O diabetes é caracterizado pela alta taxa de açúcar no sangue. Ele pode ser dividido em:

● diabetes tipo 1: o pâncreas produz pouca insulina, que transforma carboidrato em energia;
● diabetes tipo 2: altera a forma como o corpo processa a glicose;
● diabetes tipo 3: assim se define a relação entre o diabetes e o Alzheimer.
Portanto a partir dos estudos de Dr. Eric Steen, da Brown University, nos Estados Unidos, no ano de 2005, se verificou que os pacientes com Alzheimer tinham menos receptores de insulina no cérebro.
Essa resistência à insulina ocorre, especialmente, no diabetes tipos 1 e 2. Por isso tem se falado na existência do diabetes tipo 3 para relacionar as duas enfermidades.
Muito embora o diabetes ocorra em qualquer idade, ele é mais comum entre os idosos. Estima-se que dos 14 milhões de indivíduos com diabetes no Brasil, a maioria seja idosa. Como consequência, um terço das pessoas com mais de 65 anos têm a doença.
E você sabe por quê? Há vários fatores que relacionam a enfermidade ao envelhecimento. Confira alguns deles:

● obesidade;
● maus hábitos alimentares;
● sedentarismo;
● problemas cardiovasculares;
● ingestão de muitos medicamentos;
● perdas funcionais e cognitivas.
Portanto é essencial agir nos fatores que estimulam o diabetes e criar barreiras para o seu avanço.

Alzheimer e as consequências na vida cotidiana

Segundo o Ministério da Saúde cerca de 1,2 milhão de brasileiros têm o Mal de Alzheimer. A doença é um tipo de demência que é mais comum a partir dos 65 anos. Raramente ela ocorre precocemente.
Os médicos apontam que os primeiros sintomas da doença são silenciosos. Por consequência, quando os familiares procuram o médico já houve um comprometimento muito grande dos neurônios.
Entre as consequências mais comuns estão o esquecimento, o comprometimento da memória recente, a falta de controle espacial (que faz o idoso se perder mais facilmente), as alterações de comportamento e as dificuldades de relacionamento.
Mas um aspecto da doença que está diretamente relacionado ao avanço do diabetes é a influência sobre o processo da insulina e da glicose. Desse modo, o portador de Alzheimer não processa a glicose suficientemente a ponto de o diabetes ser um fator de risco a mais para a demência.

Diagnósticos associados

É por isso que os familiares percebem que o diagnóstico de diabetes logo vem associado ao de Alzheimer. Aliás, o aumento da taxa de glicose no sangue está fortemente ligado ao declínio das
funções cognitivas.
Uma constatação das pesquisas médicas é que as duas doenças podem cooperar entre si acelerando a degeneração das funções cerebrais. Nesse contexto, um alento é que o tratamento do diabetes pode frear o desenvolvimento da demência.
Um estudo realizado na Icahn School of Medicine (escola de medicina particular em Manhattan), nos Estados Unidos, selecionou pacientes com diabetes tipo 2 e Doença de Alzheimer.
Os pesquisadores analisaram os tecidos cerebrais e procuraram encontrar respostas na relação entre as duas doenças através dos processos produzidos pelas moléculas.
Comprovou-se que os idosos demenciais, tratados com insulina ou outros remédios para combater o diabetes, tiveram menos alterações nas funções cerebrais.
Dessa forma, as pesquisas médicas concluíram que é possível controlar os sintomas de uma doença demencial, visando um bom estado cognitivo, reforçando os cuidados contra o diabetes.

Diabetes em idosos e as formas de prevenir demências

Como você viu até aqui os pacientes com diabetes têm mais probabilidade de desenvolver Alzheimer. Para reforçar essa tese, o neurocientista Mychael Lourenço, ganhador do prêmio Capes 2017, por sua tese de doutorado defendida na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), demonstrou que a insulina protege as sinapses entre os neurônios. Sendo assim, o cérebro continua trabalhando adequadamente.
Portanto a mensagem principal é que o controle glicêmico pode prevenir demências. E, por sua vez, o controle da glicose entre os idosos é feito principalmente na alimentação. Isso não quer dizer que a pessoa não terá mais prazer em comer.
Hoje existem inúmeras opções de receitas e a possibilidade de acompanhamento nutricional que fazem a alimentação ser saudável e atrativa.
O primeiro passo, portanto, é cortar o excesso de sal e de açúcar, eliminar o consumo de produtos industrializados e adotando práticas saudáveis, como a ingestão de frutas, legumes, verduras e carnes magras.
Deve-se, como consequência, ficar atento ao Índice Glicêmico dos Alimentos (IG), que deve ser menor que 100. Quanto maior o índice mais aumenta a concentração de glicose no sangue.
Para concluir, o diabetes em idosos é fator de risco para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer. Fala-se, inclusive, no surgimento do diabetes tipo 3, que é a união entre as duas enfermidades. Para evitar a prevalência das complicações em pessoas idosas é importante adotar uma alimentação saudável e equilibrada, bem como desenvolver atividades físicas leves e de estímulo cognitivo.
Nós da Cora Residencial Senior somos uma instituição de longa permanência que contamos com atividades cognitivas e acompanhamento nutricional dos nossos residentes idosos. Nosso objetivo é promover a saúde e alcançar a qualidade de vida no envelhecimento.
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