Na terceira idade, os quadros depressivos são mais frequentes e podem ser desencadeados por problemas orgânicos

Tristeza e depressão são situações que podem, por vezes, se confundir. Entretanto, em pessoas com mais de 60 anos, a atenção precisa ser redobrada. Nessa faixa etária, os quadros depressivos são mais frequentes. Segundo uma pesquisa da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) divulgada em 2016, em função do processo natural de envelhecimento, a taxa de prevalência da depressão em idosos tende a aumentar e, em média, 10% das pessoas acima dos 60 anos precisam de intervenção clínica.

Para a OPAS, alguns dos sintomas de depressão em idosos são caracterizados pela tristeza persistente, além da falta de interesse e de energia para as atividades diárias. No entanto, doenças crônicas, dificuldades de locomoção, perdas cognitivas e a diminuição dos sentidos, como a visão e audição, são problemas que podem desencadear a depressão na terceira idade.

A psicóloga e psicanalista Dulce Mara Gaio, que trabalha com clínica psicanalítica e supervisão a equipes de Saúde Mental da rede pública de saúde de Joinville (SC) e de graduandos de Psicologia do Centro Universitário Unibrasil, destaca a necessidade de se prestar atenção ainda a fatores que se diferenciam do perfil usual do idoso. “Uma pessoa insatisfeita, implicante e ranzinza pode confundir os familiares, deixando a impressão de se tratar de uma falta de adaptação a essa nova fase da vida. No entanto, esses sinais podem encobrir um quadro grave de depressão”, analisa.

Equipe multidisciplinar

Dulce enfatiza a necessidade de um olhar multidisciplinar, envolvendo profissionais de diferentes áreas da saúde, para o diagnóstico correto. Isso porque o quadro pode ser resultado de outras patologias como diabetes, hipotireoidismo, problemas cardiovasculares ou até mesmo pelo uso de alguns tipos de medicamentos.

Muitas famílias têm dificuldade em como lidar com idosos depressivos. Nos residenciais Cora, os profissionais trabalham de forma conjunta para oferecer assistência integral aos residentes e também identificar possíveis mudanças no comportamento.

Dulce Gaio explica que essas mudanças podem se manifestar de diversas formas, como mudança de hábitos alimentares, concentração, comportamento diário e pode ser associada inclusive a pensamentos suicidas.

Entre outros tratamentos para depressão em idosos, a dica da psicanalista é se envolver com atividades que tragam realização e satisfação pessoal, como a dedicação a projetos sociais de forma voluntária e iniciativas artísticas, culturais e intelectuais. Dulce salienta, porém, que é necessário mudar a forma como a sociedade vê o idoso: “O modo de vida ocidental favorece o aparecimento da depressão em idosos, que se sentem pouco valorizados nessa fase da vida. As dores, muitas vezes, são pedidos de ajuda”, argumenta.

Na Cora, além do acompanhamento médico e nutricional, as atividades diárias e a socialização, ajudam a diminuir os sintomas da depressão em idosos, trazendo mais qualidade de vida aos nossos residentes.

Agende agora a sua visita e conheça a experiência Cora.