A depressão pode acontecer em qualquer idade. Mas entre os idosos ela pode refletir no agravamento de outras doenças. Por isso uma das iniciativas para ajudar a tratar a depressão em idosos é a socialização.
Refugiar-se na solidão pode agravar o estado depressivo. Nesse sentido é muito importante que a pessoa idosa compartilhe os momentos com amigos.
A depressão afeta cerca de 322 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Pelo menos 4,4% da população mundial sofre desse mal. No Brasil, o alcance é de 5,8% dos habitantes, superando a média internacional.
Ela é um transtorno mental caracterizado pela perda de interesse nas coisas, falta de prazer nas atividades diárias e mudanças no funcionamento biológico. Os sintomas podem durar meses e anos se não houver tratamento.
Entre a população idosa a depressão pode ser desencadeada por uma situação de perda (como do cônjuge ou de um parente próximo) ou ocorrer diante da percepção dos fatos da vida.
Nesse sentido, estar com outras pessoas, adquirir novas experiências e dividir novas tarefas são coisas aparentemente simples que podem ajudar a ressignificar o que causou a depressão.
Para saber mais sobre depressão geriátrica e socialização, continue a leitura deste artigo.

Depressão em idosos: sintomas e riscos

A depressão também é chamada de transtorno depressivo maior.
Ela não é a simples tristeza nem está relacionada à falta de fé. A depressão também não é “coisa da cabeça” e, portanto, precisa de um diagnóstico médico e de tratamento.
Essa doença causa alterações comportamentais e físicas nos idosos. Veja alguns dos sintomas:

● perda ou ganho excessivo de peso;
● insônia ou excesso de sono;
● apatia e falta de interesse;
● irritação;
● isolamento social;
● choro constante;
● abuso de substâncias como o álcool ou o cigarro;
● pensamentos suicidas.
Devido a esse estado de espírito, os idosos deprimidos podem recusar medicamentos e agravarem o estado de alguma doença, não se movimentar e piorar os problemas das articulações e ainda desenvolver outras doenças como síndrome do pânico e ansiedade.
Há pesquisas que indicam consequências mais graves, como o suicídio em algumas parcelas da população idosa.
Por conta disso, o tratamento médico e as recomendações de especialistas são tão importantes para devolver a saúde e o bom ânimo aos idosos que se encontram em estado depressivo.

Depressão geriátrica: prevenção e tratamento

Ao perceber os primeiros sintomas da depressão, o importante é agir. Procurar ajuda de profissionais especializados e seguir o tratamento indicado são fundamentais para o restabelecimento da saúde mental.
Porém também é possível prevenir a depressão diante dos primeiros indícios da doença. Nesse sentido, demonstrar o valor do idoso para a família é um ponto crucial.
Também pode-se prevenir o estado depressivo incentivando o idoso a fazer atividades em grupo, fazer novas amizades, desenvolver tarefas cognitivas, fazer exercícios físicos de baixa intensidade, estudar e iniciar algum trabalho voluntário que se encaixe nas suas condições físicas.
O tratamento também está relacionado à medicação, que pode ser prescrita por um psiquiatra. É interessante, neste caso, obter a opinião do médico que já acompanha o idoso para identificar qual é o melhor encaminhamento.
Além disso, deve ser feito um monitoramento das reações e do possível uso correlato de medicamentos que possam fazer mal à saúde da pessoa idosa.

Entendendo o contexto: os causadores dos sintomas depressivos

Como você viu até aqui a doença exige atenção e cuidado. Afinal de contas, de 15% a 39% dos idosos têm sintomas depressivos.
Enquanto isso, a média na literatura internacional é de 13,5%. Os dados são de um estudo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Os sintomas estão associados a fatores como: prejuízo na qualidade de vida, más condições financeiras, doenças físicas, risco de mortalidade, capacidade funcional prejudicada, solidão com a partida dos filhos e netos, além da falta de atividades.
Um apontamento do estudo SABE (Saúde, Bem-estar e Envelhecimento), da Opas (Organização Pan-americana de Saúde), realizado em São Paulo em 2006, demonstra que existem variáveis sociodemográficas que impactam na depressão no idoso.
Entre elas estão a prevalência da doença entre mulheres idosas, de baixa escolaridade, renda insuficiente para manter-se, menor frequência a comunidades religiosas, maior número de doenças relatadas e uso ampliado de remédios diariamente.
Socialização: confira os principais benefícios
Dentro desse contexto, a socialização se apresenta como um inibidor dos sintomas depressivos, pois demonstra ao idoso que ele não está sozinho e que pode, perfeitamente, encontrar alegria na vida.
Confira, desse modo, as principais vantagens da socialização:

● novas amizades;
● troca de experiências;
● engajamento social;
● redução da timidez;
● redução dos riscos de morbidades;
● maior acesso a informações;
● estímulo à prática de atividades físicas;
● saúde emocional e afetiva.

Sendo assim, a inclusão em grupos de idosos, o desenvolvimento de atividades cognitivas e novos círculos de amizades trazem, de modo geral, mais bem-estar e qualidade de vida ao idoso. Podem
trazer, inclusive, um novo amor. Afinal não são raros os namoros que surgem nesta etapa da vida.
De modo mais amplo, a socialização favorece o autocuidado com a troca de informações entre outros idosos e o aumento da autoestima. Isso se reflete, inclusive, na realização de exames preventivos periódicos, auxiliando na promoção da saúde.
Para concluir, para combater o quadro depressivo entre idosos é necessário seguir as orientações médicas e procurar ressignificar a situação com a ajuda de amigos, de familiares e de uma equipe
multiprofissional. O isolamento social deve dar lugar à socialização e todos os efeitos positivos no comportamento e no estado físico do idoso.
O fim da solidão e do isolamento social está muito ligado à proposta de uma ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos) como é a configuração da Cora Residencial Senior. Os residentes podem compartilhar momentos especiais e rotineiros da vida com os amigos, além de ter atividades manuais, esportivas e culturais.
Ficou curioso para conhecer melhor a rotina dos nossos residentes e como eles se socializam? Inscreva-se no nosso canal no YouTube para conhecer melhor a Cora.