A palavra demência pode assustar muitas pessoas, pois a sociedade ainda vê o termo com preconceito e desconhecimento.
Comum a partir dos 70 anos, a demência em idosos é a perda gradativa da cognição. Mas estudos científicos têm demonstrado que os exercícios mentais ajudam a controlar o avanço da doença e fazem os idosos se sentirem melhor. Quer saber mais sobre o tema? Aproveite e leia este texto.
O processo de envelhecimento é acompanhado de muitas mudanças no corpo e na mente. Ficamos mais experientes, mais maduros e sábios. Mas também perdemos o vigor da juventude
naturalmente.
O cérebro, que é uma máquina perfeita, começa a envelhecer juntamente com as nossas células. E isso impacta na nossa cognição. E o que é isso?
A grosso modo, a cognição é a nossa inteligência. É o modo como tomamos decisões para interagir com as outras pessoas e com o ambiente ao nosso redor.
Se sentimos um vento frio na pele, sabemos que temos que colocar um casaco. Se sentimos fome, comemos um prato de comida. Se ligamos a torneira para lavar o rosto, prontamente sabemos que
temos que fechá-la após usá-la.
Porém quando o nosso cérebro tem alguma doença demencial, perdemos aos poucos essa capacidade. E isso se reflete na nossa relação com a família e com as pessoas mais próximas.

Veja alguns tipos comuns de demência:
● Mal de Alzheimer;
● Parkinson;
● Síndrome de Korsakoff (causada pelo álcool);
● Demência Vascular;
● Demência Frontotemporal;
● Doença de Huntington.
A demência não tem cura, mas possui tratamento. Uma forma não medicamentosa de tratá-la é estimular o cérebro da pessoa idosa.
Quer saber como? Continue a leitura deste artigo.

Sintomas de demência em idosos: quais são e como tratar

A demência pode ser considerada um tabu na família e na sociedade. Muitas pessoas usam o termo de uma forma pejorativa, enquanto outras preferem ignorar seus sintomas, achando que é “coisa da idade”.
Ter demência não quer dizer que a pessoa não pode mais ficar sozinha, que colocará fogo na casa ou que será mais rabugenta. A demência se caracteriza, principalmente, pela perda de memória recente.
Ela é mais comum a partir dos 70 anos de idade. Entretanto há casos em que há muitas pessoas com demência na família e, assim, ela pode se manifestar a partir dos 55 anos, porém essas
situações são mais raras.
Nesse sentido, veja alguns sintomas comuns a pessoas diagnosticadas com doenças demenciais:

● perda de memória recente;
● repetição de perguntas ou histórias;
● dificuldade para fazer atividades complexas;
● comunicação mais confusa;
● redução na capacidade motora;
● desorientação espacial (a pessoa pode se perder);
● variação de personalidade.
Quando a família começa a identificar sinais de demência no pai, na mãe ou num parente próximo, ela percebe que o indivíduo lembra- se com riqueza de detalhes de fatos que aconteceram há mais de 50 anos. Isso faz parte, pois a demência não atinge a memória tardia, somente a recente.Se você está desconfiado que um parente próximo tem demência, a dica é procurar um especialista. O tratamento é feito com medicamentos e terapias.
Como algumas causas são reversíveis, os médicos aplicam a RNAD, que é a sigla para Reabilitação Neuropsicológica Aplicada às Demências. Dessa forma, se consegue restaurar as capacidades cognitivas do idoso. Entre as medidas estão os estímulos cognitivos, que você lerá a seguir.

Estímulos cognitivos: saiba sobre a importância dos exercícios mentais

A doença demencial está muito ligada à idade, porém, um estilo de vida desregrado, com o consumo de alimentos que levam à hipertensão e a problemas cardiovasculares, pode ocasionar acidentes vasculares cerebrais. Eles, por sua vez, são fatores de risco para o surgimento de uma demência.
Portanto, uma vez instalada, a doença precisa ser tratada conforme a orientação médica. Mas um modo muito eficiente de prevenir a chegada da enfermidade é por meio dos estímulos cognitivos.
Eles se manifestam nos exercícios mentais que são desenvolvidos especialmente em instituições de longa permanência. É feito todo um planejamento de atividades que têm o objetivo de estimular a memória e a inteligência da pessoa idosa, de forma leve e divertida, compartilhando momentos com os amigos.
Entre as atividades desenvolvidas estão várias dinâmicas de grupo e outros exercícios, como:

● caça-palavras;
● música;
● pintura;
● esportes leves;
● quebra-cabeças;
● jardinagem;
● gastronomia.
Para terem alcance, essas atividades devem ser feitas pelo menos duas vezes por semana, por um período de, no mínimo, 45 minutos.
Mas nada impede que elas ocorram diariamente. Afinal os efeitos são muito positivos, como as pesquisas médicas sinalizam.

Estudo inglês

Um exemplo de estudo a respeito da importância dos estímulos cognitivos para idosos com demência vem de Londres, da instituição de pesquisas Cochrane Saúde Mental e Neurociência.
Ela publicou um estudo, ainda em 2012, conduzido por pesquisadores ingleses, que consistiu em 15 ensaios clínicos em 718 idosos participantes.
Os cientistas identificaram que idosos com doenças demenciais apresentaram melhora na qualidade de vida após participarem das atividades de desenvolvimento cognitivo.
Os idosos relataram aos pesquisadores que conseguiram secomunicar melhor e interagir de forma mais ativa após o ciclo das atividades.
Dessa forma, a pesquisa identificou que “há evidências consistentes de vários ensaios clínicos de que os programas de estimulação cognitiva beneficiam a cognição em pessoas com demência leve a
moderada acima e além de qualquer efeito medicamentoso”.
Portanto é fundamental que o familiar incentive o idoso a fazer essas atividades e a participar de programas de estímulos cognitivos ao apresentarem quadros de demências.
Muitas vezes o idoso, principalmente aquele que vive mais isolado ou mora sozinho, pode sentir uma certa resistência inicial.
Entretanto é importante mostrá-lo a importância e os benefícios dessas atividades.
Sobretudo, os amigos e familiares devem ter paciência e empatia para identificar o que é melhor para o idoso e também para se relacionar melhor com a pessoa que apresenta uma doença demencial, como o Alzheimer ou o Parkinson.
Para concluir, a demência em idosos não tem cura, mas sim tratamento. As atividades de estímulo cognitivo são auxiliares do tratamento e muito indicadas por médicos para estagnar o avanço da doença e aumentar o seu bem-estar.
A Cora Residencial Senior possui programas pré-estabelecidos de estímulos cognitivos. A cada mês, os residentes são incentivados a participarem de diversas atividades para estimular o cérebro, como: pintura, dominó e jogos de cartas.
Ficou curioso para conhecer melhor nossa rotina? Acesse e curta nossa página no Facebook para ficar por dentro do dia a dia dos nossos residentes.