As marcas do envelhecimento não falham. As rugas e os cabelos brancos evidenciam que uma pessoa próxima e muito querida tornou-se idosa. O surgimento de doenças e a necessidade de uma atenção constante despertam a dúvida em muitos familiares: cuidar de idoso em casa ou em residencial? Qual é a melhor solução para o bem-estar daquele que amamos?
É importante lembrar que o idoso precisa de cuidados especiais, especialmente se ele é portador de Alzheimer ou tem sequelas de um AVC (Acidente Vascular Cerebral).
A hora certa de dar remédios, a higiene pessoal, a alimentação equilibrada e um bom bate-papo para distraí-lo estão entre os atendimentos que um idoso necessita para ter qualidade de vida.
Nesse sentido, confira a seguir as diferenças entre permanecer com o idoso em casa ou num residencial especializado no atendimento a este público.

Cuidados em casa

As principais tarefas em casa são:
● medicar na hora determinada na receita médica;
● contratar cuidadores;
● comprar e preparar uma alimentação equilibrada;
● adaptar a casa para o idoso não se acidentar;
● programar momentos de lazer e distração;
● monitorar os cuidados com a higiene pessoal (banho e escovação
dental);
● cuidar da limpeza doméstica e manter as roupas lavadas e passadas.

Evidentemente os cuidados variam de pessoa para pessoa, pois as necessidades também são diferenciadas.A condição de saúde de alguns idosos exige um monitoramento constante.
Isso porque algumas doenças têm sintomas parecidos, como tontura, risco de queda e esquecimento, impossibilitando que o idoso fique sozinho, mesmo que seja por curtos períodos do dia.
Já outros idosos são mais independentes por estarem com uma condição física melhor, necessitando apenas de atenção e carinho para não se sentirem isolados e entristecidos.

Cuidados em residencial

O residencial para idosos é uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) que, ao longo dos últimos anos, trouxe uma visão diferenciada dos asilos.
Nessas instituições os idosos são inseridos num contexto de lar, onde convivem com outros indivíduos da mesma faixa etária e têm atividades para despertar a capacidade cognitiva.
Nós, da Cora Residencial, somos uma rede de ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos) inserida neste cenário. Veja a seguir, portanto, alguns cuidados que os nossos residentes recebem:

● medicação acompanhada por uma equipe de enfermagem;
● equipe multiprofissional formada por cuidadores, enfermeiros, nutricionistas, médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, entre outros;
● seis refeições diárias com cardápio preparado por nutricionista;
● cômodos adaptados para evitar acidentes, como barras de apoio no banheiro e ausência de tapetes;
● atividades diárias de socialização;
● lavanderia profissional.

Nesse contexto destaca-se o sentimento de pertencimento de um lar e de cuidados profissionais 24h por dia.
Além disso, um aspecto fundamental para a estagnação do avanço de doenças, como o Alzheimer, são as atividades de socialização e estímulo cognitivo.Na maioria dos casos, um idoso que fica em casa encontra na televisão seu único passatempo. Raramente ele participa de uma atividade recreativa coletiva, ficando desse modo restrito à convivência de poucas pessoas.
Já numa ILPI os idosos têm a chance de fazer novas amizades, relembrar vivências e trocar experiências com os funcionários mais novos da unidade.
Além de tudo isso, o contato com o familiar é mantido. Não há, por exemplo, restrições de horários de visita. Pelo contrário, incentiva-se a manutenção dos laços familiares, sempre visando a satisfação do residente.

Finanças: o que levar em conta na hora de cuidar de idoso?

Como foi dito inicialmente, os cuidados com nossos pais, tios e avós que alcançaram a longevidade variam conforme o estado de saúde. Há pessoas que já passaram dos 60 anos (o Estatuto do Idoso nomeia assim as pessoas com 60 anos ou mais), mas que têm uma vida ativa e são superindependentes.
Contudo há pessoas mais novas que, devido a doenças, são mais debilitadas e dependentes de um zelo reforçado.
É justamente esse segundo grupo de pessoas que inspira mais cuidados e necessita de um planejamento especial. Considera-se aqui a contratação de cuidadores de idosos e outros profissionais, como fonoaudiólogos e nutricionistas para fazer o acompanhamento mensal.
Primeiramente é importante saber as exigências legais na contratação de cuidadores. Veja algumas delas:
● contrata-se um cuidador de idosos nos mesmos moldes de um trabalhador doméstico. Isso porque o Projeto de Lei 284/2011, que regulamenta a profissão, ainda não foi aprovado no Congresso;
● a jornada pode ser de 8h por dia, 44h semanais ou escala de 12h x 36h;
● o controle deve ser feito em folha de ponto;
● o cuidador tem direito a pagamento de hora extra ou banco de horas;
● o profissional também tem direito a férias, 13º salário e licenças maternidade ou paternidade.

Portanto, ao se considerar que o idoso precisa de cuidados perenes, é importante contratar três cuidadores para não ferir a legislação trabalhista.
Segundo levantamento do site Salario.com.br, o rendimento médio do trabalhador varia de R$ 1.138,30 a R$ 1.884,79, podendo atingir patamares mais elevados, dependendo da região.
Além disso, a depender da situação clínica do idoso, é fundamental contar com um profissional de apoio, como nutricionista, fisioterapeuta ou fonoaudiólogo. Tais serviços podem ser contratados por demanda, conforme a necessidade do paciente.

Economia

Há muitos casos em que o idoso mora sozinho, seja por opção própria ou porque os filhos estão residindo em outra cidade ou país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14% das pessoas com mais de 60 anos moram sozinhas no Brasil. Nesse sentido deve-se colocar na ponta do lápis as despesas com moradia, água, luz, tevê e telefone.
Por isso a decisão de residir numa ILPI pode resultar em economia para o próprio idoso e para a família. Isso porque todas as despesas que seriam assumidas em uma casa são transferidas para o residencial, que cobra uma única mensalidade. Além, é claro, de representar mais praticidade e cuidados de saúde garantidos por uma equipe multiprofissional.
Para concluir, é importante colocar na balança os prós e os contras de cuidar de idoso em casa ou em residencial. É interessante que a decisão seja fruto de um consenso, levando em consideração a opinião dos familiares e do ente querido, que é a figura central de todos os cuidados e atenção.
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