Um dos sinais mais discretos do envelhecimento é o possível enfraquecimento da memória. Ao contrário da aparência física, o déficit cognitivo é um problema que pode ser confundido com outras doenças ou agravado com o consumo de alguns medicamentos. Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, verificaram que, os indivíduos idosos apresentaram conexões cerebrais mais frágeis do que os mais jovens. Na prática, a pesquisa aponta que, com os seres humanos, os sinais de esquecimentos podem ser reflexo da redução das redes neurais.

Dicas para manter a cabeça em ordem

Alimentação saudável: uma dieta balanceada e hábitos saudáveis contribuem para preservar o cérebro. Alimentos ricos em ômega 3 – como peixes, nozes e outras oleaginosas – auxiliam na manutenção do tecido cerebral. Frutas e verduras diminuem o risco de doenças como diabetes, obesidade, hipertensão e aumento do colesterol, que, indiretamente, podem comprometer os neurônios. Além disso, uma pesquisa publicada na revista científica Neurology verificou que homens que abusam de bebidas alcoólicas podem apresentar perdas mais rápidas das funções cognitivas, como o pensamento, a linguagem, a percepção, a memória e o raciocínio.

Combate ao sedentarismo: a prática de atividades físicas pode estar associada a alterações fisiológicas no sistema nervoso central, de acordo com um estudo publicado na Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Entre pessoas que praticaram alguma modalidade esportiva regular ao longo da vida, verificou-se circulação cerebral mais intensa devido ao aumento no volume de sangue, além de mudanças na síntese e degradação de neurotransmissores e alterações neuroendócrinas e humorais.

Jogos eletrônicos: estudo divulgado na revista Nature indica que o jogo de videogame NeuroRacer, criado por um grupo de cientistas e direcionado a pacientes que apresentam déficit cognitivo, traz melhorias às capacidades dos idosos. Entre outras evidências, eles apresentaram menos dificuldades em ações multitarefas. Entretanto, aqueles que se mantém avessos à tecnologia podem investir em jogos de tabuleiro – como xadrez e dominó – e passatempos como caça-palavras, sudoku e palavras cruzadas, que também contribuem para a atividade cerebral.

Aprender um idioma: estudo publicado na revista médica Trends in Cognitive Sciences indica que o cérebro de pessoas que falam mais de um idioma apresenta um melhor funcionamento. Realizado entre idosos que desenvolveram Alzheimer, o levantamento mostrou que, entre os bilíngues, os sintomas levaram de quatro a cinco anos a mais para se manifestar.