A ampliação da cobertura vacinal e a erradicação de inúmeras doenças infectocontagiosas foi um dos grandes avanços da ciência no século passado. Mas muitas pessoas acreditam que a vacinação se limita aos primeiros anos de vida, o que não é verdade. Há diversos tipos de vacinas e algumas delas precisam de novas doses no decorrer do tempo.

Com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, que hoje é de 76 anos, a imunização é uma das formas de envelhecer com saúde. O processo de envelhecimento tende a deixar o organismo mais fragilizado, o que representa uma porta aberta no corpo humano para vírus, bactérias e outros agentes infecciosos. Inúmeras doenças, no entanto, podem ser evitadas com a vacinação.

A médica geriatra Dra. Ana Catarina Rodrigues Quadrante, da Cora Residencial Senior, explica que ao se vacinar, o idoso está reduzindo os riscos de doença ou complicações de quadros crônicos. “Uma pessoa com mais de 60 anos e que tenha histórico de algum tipo de doença respiratória pode ter complicações graves por causa de uma simples gripe”, alerta.  Segundo ele, como o vírus da gripe sofre mutação constante, a vacina precisa acompanhar essas mudanças para dar segurança à população, por isso ela precisa ser aplicada todos os anos nas crianças e nos grupos de risco. “Pessoas com mais de 60 anos e que tenham doenças como hipertensão, diabetes, e cardiopatias não podem deixar isso de lado”, enfatiza a médica.

Para os idosos, são recomendadas ainda as vacinas contra febre amarela (após análise do risco/benefício), tríplice bacteriana (dTpa ou dTpa-VIP – contra difteria, tétano e coqueluche), dupla adulto (dT – contra difteria e tétano) e hepatite B, para quem não foi vacinado. Todas elas fazem parte do calendário do Ministério da Saúde e são disponibilizadas gratuitamente nos postos da rede pública ou durante as campanhas de vacinação.

Além dessas, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim) recomenda outras vacinas para quem já tem mais de 60 anos e que precisam ser feitas em clínicas particulares. É o caso da pneumocócica, herpes zoster, meningocócica conjugada – quando há surtos ou viagens a áreas de risco – e da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em casos de risco aumentado.”

Viver mais e melhor com o auxílio das vacinas.

Muitas doenças que impactam diretamente na qualidade de vida dos idosos podem ser evitadas ou amenizadas com o auxílio da vacinação. O geriatra é o profissional mais recomendado para avaliar o estado de saúde global do idoso e orientar sobre as vacinas mais importantes. Converse com ele.