Direitos da população idosa, proteção social e envelhecimento ativo são expressões e conceitos que estão sendo incorporados gradualmente na sociedade brasileira. Em um período de apenas 40 anos (1970 a 2010), a expectativa de vida da população aumentou 30 anos no Brasil.

Tempo para viver mais e melhor. Ter mais de 60 anos hoje é bastante diferente da realidade de quatro décadas, quando o acesso aos bens e serviços era exclusivo das classes com maior poder aquisitivo.

Atualmente, muitos idosos não se incomodam em ostentar os cabelos brancos, mas fazem questão de usufruir todos os benefícios e vantagens que a legislação lhe garante: atendimento prioritário, descontos em atividades culturais, sociais e artísticas, entre outras.

Com a promulgação da Constituição Federal, em 1988, o papel do idoso na sociedade brasileira começou a ganhar novos contornos. A Política Nacional do Idoso e o Estatuto do Idoso vieram reforçar a importância de participação das pessoas com mais de 60 anos na vida social, econômica e emocional de uma comunidade. No aspecto financeiro, por exemplo, o Estatuto do Idoso proíbe a discriminação e a fixação de limite máximo de idade na contratação de empregados, por exemplo.

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) divulgados pelo Ministério do Trabalho mostram que cresceu a participação dessas pessoas no mercado de trabalho. Entre 2010 e 2015, ocorreu um aumento de 58,8% no número de trabalhadores com mais de 65 anos com carteira assinada. Eram 361,3 mil em 2010. Em 2015, totalizaram 574,1 mil pessoas.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018 os idosos representavam 7,2% da força de trabalho no Brasil – contra 5,9% em 2012.

Mais ativos, participativos, atuantes e cientes de seus direitos, os idosos brasileiros podem desfrutar cada vez mais do tempo para não apenas viver mais, mas viver melhor.