Aspirina é estudada na prevenção do Alzheimer desde 2000, mas as pesquisas continuam inconclusivas.

A Aspirina – ou ácido acetilsalicílico (AAS) – é um dos remédios mais populares do mundo. Desenvolvido para tratar a dor, inflamações e febre, o medicamento vem sendo estudado por pesquisadores que querem analisar a relação do remédio com a prevenção à doença de Alzheimer. Os resultados das pesquisas científicas ainda não são conclusivos, mas indicam o caminho para novos estudos.

No começo dos anos 2000, uma equipe do VA Puget Sound Health Care System, em Seattle (EUA), fez exames com um grande grupo de pessoas com mais de 65 anos para ver quantos apresentavam o diagnóstico de Alzheimer. Além dos exames físicos, os voluntários responderam sobre o uso regular de medicamentos, como a Aspirina.

O resultado, publicado no jornal Neurology, apontou que os sintomas da doença se manifestaram em uma proporção inferior entre aqueles que consumiram ácido acetilsalicílico por mais de dois anos. Em 2018, um novo estudo científico publicado no Journal of Neuroscience, conduzido por Kalipada Pahan, do Centro Médico da Universidade Rush, nos EUA, mostrou que a aspirina pode amenizar os sintomas do Alzheimer. Segundo os cientistas, a aspirina tem a capacidade de estimular os lisossomos — parte da célula que tem a função de eliminar as toxinas celulares. E um dos fatores que contribui para o desenvolvimento do Alzheimer é a dificuldade de eliminar esse material do cérebro.

Nada de sair tomando Aspirina para combater o Alzheimer. A recomendação é aguardar. Embora os estudos sinalizem melhorias na função cognitiva dos pacientes ainda são necessárias confirmações clínicas, bem como a avaliação dos efeitos colaterais causados pelo medicamento quando usado por muito tempo. Os cientistas afirmam que os pacientes devem aguardar a conclusão das pesquisas e testes.