Quando os remédios se tornam companheiros diários das pessoas idosas, é preciso pôr em prática um plano de ação. É essencial ter um cronograma de horários para a ingestão dos medicamentos e um lugar seguro para armazenar as caixas. Mas se você ainda não sabe muito bem como começar, siga as dicas deste artigo.
Uma pesquisa realizada recentemente nos Estados Unidos mostrou que 40% dos cuidadores relataram que os idosos sob seus cuidados tomavam seis ou mais fármacos diferentes por dia.
É como se cada comprimido fosse um compromisso na agenda e que exigisse tanta atenção quanto uma tarefa do dia a dia. Afinal de contas o uso correto de medicamentos pode prevenir e tratar doenças, além de retardar os efeitos de uma enfermidade já instalada no organismo.
Além disso, dependendo da doença, os comprimidos e frascos podem responder por boa parte do rendimento do idoso. Só para se ter uma ideia, uma pesquisa da Conta-Satélite de Saúde do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) revelou que, em 2015, as famílias brasileiras gastaram R$ 307 bilhões com medicamentos.
Esse valor equivale a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Portanto, devido à importância no tratamento e ao preço, é fundamental ter organização e disciplina dos produtos consumidos por pessoas idosas. Veja mais detalhes adiante.

Cuidados com os medicamentos

Confira aqui alguns conselhos para ter uma boa gestão e, assim, auxiliar no tratamento do idoso:
● guardar todas as receitas médicas;
● não retirar os comprimidos, frascos, pomadas e outros tipos da caixa, guardando-os sempre em companhia das bulas;
● fazer um cronograma de ingestão diária, com horário, dia da semana, nome do medicamento, para qual doença foi prescrito e referência (como, por exemplo, tomar 30 minutos antes do almoço);
● guardar os produtos em local seguro, evitando assim que crianças ou idosos muito debilitados possam ter acesso e tomar sem supervisão;
● anotar a data de validade de forma visível, já que a inscrição das caixas é imperceptível, na maioria das vezes;
● deixar os medicamentos mais utilizados sempre em local mais acessível, enquanto que as sobras podem ficar mais reservadas;
● ter cuidado reforçado no descarte desses medicamentos, pois eles devem ser levados a pontos de coleta nas farmácias e não lançados no lixo comum, já que podem contaminar o meio ambiente;
● manter a limpeza no local de armazenagem dos fármacos;
● certificar-se que as embalagens estão bem fechadas;
● questionar sempre o médico e o farmacêutico sobre a armazenagem na geladeira ou qualquer outro ambiente resfriado.

Quais os riscos de tomar medicamentos vencidos?

A indústria farmacêutica costuma trabalhar com vários tamanhos de embalagens e números diferenciados de comprimidos numa única cartela. A má notícia é que nem sempre a quantidade da medicação coincide com o tempo do tratamento.
Sendo assim, as sobras acabam aumentando o estoque de fármacos. Quando não se tomam os devidos cuidados com o monitoramento, muitos materiais acabam passando da validade.
A dúvida que fica é: posso dar a meu parente idoso um produto vencido? As pesquisas não são muito conclusivas a respeito dos efeitos que um medicamento vencido pode causar no ser humano.
Mas é recomendado não usar. O que se sabe é que os medicamentos vencidos perdem a capacidade de ação ou, em alguns casos, podem provocar algum dano à saúde do paciente.
Geralmente o prazo de validade é de dois ou cinco anos. Isso porque a Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou que os prazos não ultrapassagem cinco anos.
Mas as pesquisas são inconclusivas, porque o setor investe sobretudo na produção de novos fármacos, avaliando os seus efeitos. Não se fazem pesquisas sobre os efeitos dos itens vencidos.
Sendo assim, procure descartar os medicamentos vencidos em local apropriado. Há muitas farmácias que contam com reservatórios de descarte para auxiliar as pessoas que não sabem o que fazer com as caixinhas e, especialmente, para não causar danos no meio ambiente.

Posso usar receitas antigas para comprar novos medicamentos?

Uma das nossas dicas para ter uma boa gestão dos é guardar todas as receitas. Portanto, algumas pessoas ficam em dúvida se podem usar a mesma receita para comprar o mesmo produto na farmácia, mesmo depois de terem passados semanas e meses do carimbo do médico no receituário.
É importante lembrar que existem muitos riscos na prática de tomar medicamentos por conta própria, a chamada automedicação. Além disso, há prazos determinados para as receitas de alguns produtos, como antibióticos.
Sendo assim itens controlados têm receitas específicas, que devem ser renovadas para cada nova aquisição. Já no caso dos fármacos de uso não-controlado, como antitérmicos e anti-inflamatórios, caberá à farmácia vender ou não o remédio sem receita atualizada.
Mas quando o assunto é antibiótico, aí sim, a exigência é maior: as receitas têm prazo de validade de no máximo 10 dias. Isso porque como o antibiótico é receitado para infecções agudas, se a pessoa quiser comprar o mesmo medicamento depois de 20 ou 30 dias, por exemplo, o quadro de saúde já foi alterado. Portanto é essencial consultar o médico novamente.

Qual a importância de ter uma ficha pessoal do idoso?

Dependendo do estado de saúde da pessoa idosa, ela tem vários médicos que a acompanham e, portanto, várias prescrições também.
Isso ocorre porque um problema de saúde pode desencadear outros. Muitas vezes um AVC (Acidente Vascular Cerebral) pode estar relacionado a uma deficiência do sistema cardiovascular. Ou ainda uma anemia pode estar relacionada a um câncer.
É por isso que devido à complexidade das informações do estado de saúde do idoso é importante que o cuidador, seja ele uma pessoa contratada ou alguém da família, tenha uma ficha com todo o histórico do paciente.

É interessante colocar informações como:

● medicação tomada na atualidade;
● alergias;
● cirurgias já realizadas;
● vacinas;
● pressão alta;
● doenças.
Assim todo profissional de saúde que tiver acesso ao idoso já é ligeiramente informado do seu estado clínico geral. A dica é levar esse material impresso nas consultas e ter uma versão digital para apresentar aos médicos que acompanham o paciente.
Para concluir, manter uma boa organização dos remédios da pessoa idosa é fundamental para garantir o sucesso do tratamento.
Aliado a isso é bom tomar cuidados como a armazenagem dos medicamentos, receitas e exames laboratoriais.
Aqui na Cora Residencial Senior os nossos residentes podem contar com uma equipe de farmacêuticos e enfermeiros para fazer todo o acompanhamento necessário.
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