OMS chama a atenção para o aumento da população mundial com mais de 60 anos e reforça que não existe padrão para o envelhecimento.

Para os próximos anos, a projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta um aumento na população idosa do país. Em 2012, a população com mais de 60 anos somava 25,4 milhões de pessoas. De lá para cá, mais 4,8 milhões (18%) de brasileiros passaram a pertencer a essa faixa etária, superando a marca dos 30,2 milhões em 2017, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Características dos Moradores e Domicílios, divulgada no primeiro semestre de 2018.

Esse aumento da expectativa de vida está diretamente ligado à melhoria da qualidade de vida do brasileiro. O acesso mais precoce a diagnósticos e a tratamentos mais eficientes, por exemplo, tem reduzido o número de mortes causadas por problemas crônicos de saúde, como doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral.

O Relatório Mundial sobre Envelhecimento e Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS), deixa claro que não há uma relação direta entre o avanço da idade e a perda de habilidades. Existem muitos outros fatores que podem interferir, de maneira positiva ou negativa, nas condições de saúde durante o processo de envelhecimento. “A diversidade das capacidades e necessidades de saúde dos idosos não é aleatória, e sim advinda de eventos que ocorrem ao longo de todo o curso da vida e frequentemente são modificáveis”, destaca Dra. Margaret Chan, Diretora Geral da OMS no período que o estudo foi realizado.

Em outras palavras: a passagem dos anos não pode ser controlada, mas a forma como se vive pode. E já está cientificamente comprovado que o estilo de vida adotado tem predominância na definição da saúde global. Por isso, as pessoas da terceira idade precisam e merecem atenção especial.

Confira abaixo algumas dicas para aumentar a qualidade de vida e se preparar para uma vida longa e saudável:

5 dicas para envelhecer bem, com saúde e feliz

1 – Atividade física

A prática de atividades físicas regular e com supervisão é a principal aliada da qualidade de vida em todas as idades. Após os 60 anos, os exercícios resultam, ainda mais, no fortalecimento dos músculos e dos ossos, aumentam a capacidade respiratória e ajudam a prevenir doenças como hipertensão, diabetes, cardiopatias, AVC, osteoporose.

2 – Alimentação saudável

Menos sal, menos açúcar, menos gorduras e mais fibras. Essa é a recomendação principal dos pesquisadores do Instituto Westmead de New South Wales, na Austrália, que estudaram durante 10 anos os hábitos alimentares de um grupo de 1.609 pessoas com mais de 49 anos de idade. A pesquisa constatou que o consumo de um grande volume de fibras aumentou em 80% a probabilidade de um envelhecimento mais saudável. 

3 – Memória em dia

A saúde só é completa quando corpo, mente e emoções estão bem. Doenças neurológicas podem ser prevenidas ou retardadas ao manter a mente ativa. Realizar trabalhos voluntários, atividades que contribuem para aprimorar os talentos, cursos de idioma, leitura e exercícios que estimulam a memória e o raciocínio (quebra-cabeças, palavras cruzadas e xadrez, por exemplo) são algumas alternativas de “ginástica” para o cérebro dos idosos.

4 – Convívio social

Em qualquer fase da vida, é necessário se sentir útil e pertencente a um grupo. Após os 60 anos, quando as obrigações profissionais vão ficando em segundo plano, manter as relações familiares e sociais é ainda mais relevante para promover a autoestima e afastar a sensação de solidão.

5 – Espiritualidade

Estudo da University College London (UCL), no Reino Unido, apontou que gostar de viver contribui para viver mais e melhor. A espiritualidade estimula o autoconhecimento e uma melhor compreensão da existência humana. Reflexões essenciais para quem chega à terceira idade e tem tanta história vivida.