O envelhecimento é uma das certezas da vida. O processo é natural e gradativo, revelando-se de dentro para fora: do funcionamento dos órgãos até na aparência física. Mas envelhecer não é sinônimo de isolamento social e de monotonia. Mais do que nunca as atividades para idosos sob o ponto de vista social são fundamentais para estimular o cérebro e promover a diversão.
Muitas pessoas que passam dos 60 anos acabam ficando mais reclusas e deixando de exercitar o cérebro. Porém, assim como os músculos, as atividades cerebrais precisam ser estimuladas, principalmente quando o idoso tem uma doença demencial, como o Alzheimer.
E nada melhor que fazer isso em grupo, na companhia de amigos. Seja em grupos de convivência ou em residenciais para idosos, o mais importante é mexer o corpo, fazer atividades manuais, culturais e recreativas para manter-se na ativa.
Porém nem sempre isso acontece. Devido ao comodismo, ao medo e às limitações impostas pelos próprios idosos ou por familiares, as atividades vão se desacelerando a ponto de o indivíduo perder suas principais habilidades e, como consequência, sua independência.
As atividades cognitivas (conhecimento) e motoras (movimento) que na juventude e na fase adulta atingiram o ápice agora parecem arrefecer. Mas é preciso reverter este quadro.
Por conta disso acompanhe as informações deste artigo sobre a importância das atividades sociais para idosos e como elas interferem na qualidade de vida.

Importância das atividades para idosos: reflexos na vida social

Somos seres sociais e, por isso, precisamos estar engajados na vida comunitária também quando envelhecemos. Aliás, a população idosa está aumentando. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o mundo terá 2 bilhões de idosos em 2050.
Devido às alterações fisiológicas que comentamos no início deste artigo, é muito importante que o idoso tenha a chance de participar de atividades em grupo. Afinal, elas têm efeitos positivos no estado cognitivo e na coordenação motora dos idosos.
O isolamento social e a falta de atividades que mexam com o cérebro e o corpo tendem a deixar a pessoa com mais de 60 anos mais debilitada e dependente ao longo dos anos.
Não é à toa que os gerontólogos têm feito tantos estudos para verificar os efeitos das atividades cognitivas e motoras entre os idosos. Os levantamentos concluem que o prazer gerado ao envolver-se numa atividade social aumenta o bem-estar do idoso, prevenindo problemas como a depressão e retardando os efeitos de doenças degenerativas.

Estimulação cognitiva e motora: exercitando o cérebro

Como você deve saber, o cérebro precisa ser estimulado assim como os músculos nas atividades físicas. É por isso que as pessoas com mais de 60 anos precisam de estímulos em todas as áreas para retardar os efeitos de doenças relacionadas à idade e serem mais felizes.
Nesse sentido, os serviços voltados aos idosos, sejam eles públicos ou privados, dão muita importância para a estimulação.
Isso porque são nessas atividades que os idosos podem interagir com outras pessoas, passar o tempo de uma maneira produtiva e trabalhar os reflexos e os movimentos corporais.
Como já comentamos aqui no blog, a idade chega acompanhada do declínio natural de várias funções do corpo. O fluxo sanguíneo desacelera, os cinco sentidos começam a ficar debilitados (como a visão e a audição) e as perdas de memória começam a ficar mais frequentes.
Se quando somos jovens podemos fazer atividades simultâneas, com o avanço da idade isso fica mais difícil. O ato de dirigir, cozinhar, escrever e outras ações mais complexas ficam comprometidas.
É claro que cada caso é um caso, pois o envelhecimento não ocorre do mesmo jeito para todas as pessoas. Alguns indivíduos podem ter mais facilidade para dirigir enquanto outros têm mais habilidade para subir escadas sem apoio.
Porém determinadas atividades preparadas por especialistas têm o potencial de desenvolver as habilidades cerebrais e motoras dos idosos. Veja a seguir os principais benefícios e objetivos dessas atividades.

Benefícios

  • memória;
  • ritmo;
  • atenção;
  • lateralidade;
  • percepções (nos 5 sentidos);
  • organização espaço-temporal;
  • raciocínio;
  • coordenação motora;
  • equilíbrio;
  • tônus.

Principais objetivos

As atividades propostas em grupos de convivência e em residenciais de idosos são feitas com objetivos canalizados na melhora do estado de saúde do idoso.
Isso pode ser verificado na dissertação da especialista Juliana Soccodato, da Universidade Cândido Mendes (Rio de Janeiro), no estudo intitulado “As contribuições e os benefícios das atividades de estimulação cognitiva e motora em idosos”.
Veja alguns objetivos citados por ela:

  • melhoria no desempenho psicomotor;
  • melhoria na capacidade funcional e autonomia;
  • melhoria do equilíbrio, reduzindo riscos de quedas;
  • melhoria da percepção sensorial (através da estimulação
  • multissensorial);
  • integração social;
  • aumento ou resgate da autoestima.

Dessa forma pensar em um envelhecimento saudável é inserir atividades deestimulação cognitiva e motora, pois elas são fortes aliadas nesta fase.

Neuróbica

Além das atividades em grupo, os idosos podem exercitar a memória individualmente. Não é de hoje que a leitura, os jogos de baralho, o jogo de xadrez e as palavras-cruzadas são opções garantidas de diversão e exercício mental, não é mesmo?
Muito se fala hoje em dia da Neuróbica, que é a ginástica do cérebro. Aliás, ela é positiva para qualquer faixa etária, especialmente para os idosos.
Ela mantém o cérebro ativo com atividades simples. Experimente, por exemplo, usar a mão esquerda para escrever ou escovar os dentes (se for destro), colocar as roupas com os olhos fechados ou procurar pequenas peças numa gaveta apenas com o tato. Com certeza, se entre os mais jovens o exercício é benéfico, quanto mais com as pessoas que já passaram dos 60 anos.
Para concluir, é importante inserir o idoso no convívio social, em atividades coletivas e em ações que estimulem os movimentos e as atividades cerebrais. Desse modo, a promoção de atividades para idosos irá trazer melhorias significativas nas suas condições fisiológicas e no seu bem-estar em geral.
Nesse sentido este é um dos principais diferenciais de um residencial para idosos, como a Cora. As nossas unidades seguem a uma agenda pré- determinada de cerca de 100 atividades mensais, ou seja, são mais de três atividades sociais diárias para desenvolver o aspecto cognitivo e motor do idoso a fim de potencializar a sua qualidade de vida.
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