Minha mãe tem Alzheimer. Eu também terei?

A pergunta é inevitável entre as pessoas com familiares diagnosticados com a doença

O Alzheimer é uma doença degenerativa que se caracteriza pela perda das funções cognitivas como a memória, atenção, senso de direção e linguagem. Para quem tem familiares ou pessoas próximas diagnosticadas com a enfermidade, a pergunta sobre a hereditariedade da doença é recorrente.

Dr. Marcelo Kimati, psiquiatra e professor de Saúde Coletiva na Universidade Federal do Paraná (UFPR), explica que existe sim uma correlação. Segundo a literatura médica, ter um familiar próximo com Alzheimer aumenta a chance de desenvolver a doença.

A Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) também confirma as estatísticas de que as pessoas que têm parentes diagnosticados têm risco aumentado de desenvolver o Alzheimer, especialmente quando a patologia teve início antes dos 65 anos de idade. Porém, mesmo havendo uma pré-disposição familiar, não é correto afirmar que a doença é hereditária. Vários fatores como estilo de vida saudável, controle de pressão arterial, alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e atividades intelectuais podem adiar o aparecimento dos sintomas. Portanto, mais importante do que se preocupar com a herança genética é cuidar da saúde global e ter estímulos cognitivos constantes e diversificados ao longo da vida.