Os hábitos alimentares que cultivamos ao longo dos anos interferem na qualidade de vida quando entramos na fase do envelhecimento. Se tivemos uma alimentação regrada durante a juventude, temos menos chance de desenvolver doenças como diabetes e hipertensão. Mas isso não quer dizer que estamos ilesos. Por isso é muito importante que a alimentação para idosos seja bem dosada para não acentuar enfermidades já instaladas. 

Alimentos industrializados, fast-food, carnes gordurosas e bebida alcoólica devem ser evitados. Uma simples bolacha contém gordura hidrogenada que, se consumida diariamente, prejudica o sistema circulatório. Isso sem falar do perigo dos alimentos gordurosos e do álcool. 

A boa notícia é que sempre há tempo para recomeçar. Se os hábitos alimentares não são dos melhores até agora, é possível fazer uma reeducação alimentar para garantir mais saúde e aumentar a imunidade do grupo dos 60+. 

Sendo assim, que tal conhecer os cinco principais erros da alimentação no envelhecimento e evitá-los? Confira neste artigo. 

1. Consumir muito sal ou muito açúcar 

Quando o indivíduo envelhece, o corpo inteiro acompanha as mudanças causadas pela maturidade. Dessa forma, os cinco sentidos são afetados, inclusive o paladar (veja os detalhes ao final deste artigo). Por isso, os idosos têm mais dificuldade para sentir o sabor do doce e do salgado. Como consequência, aumentam a ingestão do açúcar e do sal. Porém o açúcar eleva os níveis de colesterol e agrava a diabetes, enquanto que o sal é um agravante da hipertensão. Portanto evite deixar saleiro à mesa e procure alternativas naturais, como frutas na sobremesa.

2. Comer alimentos industrializados 

Embora haja um movimento na indústria alimentícia para reduzir os níveis de sódio nos alimentos industrializados, o componente ainda é muito utilizado, inclusive nos produtos light. O sódio pode retirar o cálcio dos ossos e favorecer a obesidade. Além disso, produtos prontos têm gordura hidrogenada ou gordura trans, que aumentam o colesterol ruim e reduz os efeitos do colesterol bom no corpo. Salgadinhos, iogurtes e refrigerantes devem ser evitados na mesa do idoso. Além disso, é bom dar preferência aos temperos e caldos naturais. 

3. Não tomar água

Há idosos que passam o dia sem tomar um copo de água. Muitos não têm sede, outros não gostam, outros ainda esquecem de ingerir a bebida e muitos acreditam erroneamente que podem substituir um copo de água por um suco ou um chá. Em todos esses casos há o risco de desidratação que pode evoluir para quadros mais graves como diarreias e vômitos, com consequências que devem ser evitadas entre os idosos. Portanto o cuidador deve sempre oferecer água (pelo menos dois litros por dia) ao idoso. É importante beber o líquido mesmo sem apresentar sede. 

4. Fazer dietas radicais ou jejuns prolongados

Dietas radicais ou jejuns prolongados podem prejudicar a saúde das pessoas que passaram dos 60 anos. Muitos idosos têm uma rotina ativa. Seja porque praticam muitas atividades ou ainda trabalham para ter independência financeira ou ajudar os familiares. Nesse sentido é importante tomar o cuidado de alertá-los a não aumentar o intervalo entre uma refeição e outra. O ideal, recomendado pelos nutricionistas, é alimentar-se de três em três horas para favorecer o metabolismo. 

5.Não variar o cardápio

Não basta seguir a recomendação nutricional e se alimentar de frutas, verduras e legumes. É importante variar o cardápio para incluir novas proteínas e vitaminas no organismo. Sendo assim, é muito importante que a alimentação do idoso contenha vegetais, frutas, cereais integrais, leite e seus derivados e carnes magras, além de ovos. Os pães devem ser enriquecidos com fibras, evitando-se a farinha branca, e as leguminosas (feijão e lentilha, por exemplo) devem estar inseridas no preparo dos almoços e jantares. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão de 400 gramas diárias de frutas, verduras e legumes. 

Paladar: o que muda no envelhecimento

Como dissemos no começo deste artigo, o paladar sente os efeitos do envelhecimento. Quando nos tornamos mais maduros, perdemos um pouco a funcionalidade dos cinco sentidos. 

O paladar é um dos sentidos afetados. É o que os médicos chamam de disgeusia. As papilas gustativas diminuem naturalmente a percepção dos sabores. Por isso muitos idosos não sentem o gosto doce ou salgado dos alimentos e acabam aumentando a ingestão de açúcar e sal no cardápio do dia a dia. 

Além disso a xerostomia (sensação de boca seca) também altera a percepção dos sabores. Ela ocorre por causa dos efeitos colaterais dos medicamentos e pela baixa ingestão de água. 

Outro fator que interfere na alimentação do idoso é a dificuldade de mastigar ou engolir a comida. O cuidador deve, portanto, aumentar a oferta de alimentos pastosos, como purês e sopas. 

Alimentação para idosos: importância do acompanhamento nutricional

Muitas vezes os idosos precisam de um acompanhamento nutricional personalizado, pois possuem problemas como a falta de nutrientes específicos (como o baixo consumo de fibras), desordens alimentares como doença celíaca, obesidade, hipertensão ou diabetes. 

Por isso o papel do nutricionista é fundamental, tanto numa equipe multiprofissional, quando a pessoa está numa Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) ou quando está na casa da família. 

O acompanhamento, portanto, é necessário tanto na prevenção, quanto no diagnóstico e nos cuidados com o cardápio. 

Isso porque cada indivíduo tem as suas próprias características e o que é bom para uma pessoa pode não ser positivo para outra. Com a facilidade de obter cardápios prontos na internet, muitas pessoas acabam adotando combinações que, na prática, podem comprometer a saúde do idoso. 

Para concluir, a alimentação para idosos deve ser equilibrada e balanceada conforme as necessidades nutricionais da faixa etária e do estado clínico, a fim de evitar o agravamento de doenças e a promover a prevenção de novas enfermidades.

Na Cora Residencial Senior, damos uma atenção toda especial à nutrição dos nossos residentes. Nossa equipe multidisciplinar conta com nutricionistas que são responsáveis por investigar o aspecto nutricional do idoso assim que ele é inserido numa das nossas unidades. 

Oferecemos seis refeições diárias com o devido acompanhamento profissional. Além disso, cada residente possui uma ficha com as principais informações, especialmente se ele for alérgico a algum alimento. 

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