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Espaço Saúde
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Receitas contam histórias e trazem memórias em oficina de culinária da Cora

Cozinha se transforma em atividade para exercitar as capacidades, lembrar, se emocionar, celebrar e até sonhar

Cozinhar mexe com todos os sentidos, nos faz viajar pelo tempo, relembrar histórias com as pessoas que amamos, além de ser um momento que conseguimos unir a família e amigos em volta da mesa, para bater papo e trocar experiências. Com esse objetivo, a terapeuta ocupacional da Cora Residencial Ipiranga, Renata Fücher, criou uma oficina prática por meio de relatos dos residentes que diziam sentir falta do contato com a culinária.

A Oficina Culinária é um projeto realizado mensalmente na unidade do Ipiranga e tem como objetivo incentivar o trabalho em equipe, a estimulação sensorial e o resgate de história de vida dos idosos. Por isso, na hora da escolha das receitas a serem reproduzidas, a nutricionista Fernanda Passos escolhe sempre por pratos simples, porém que se relacionem com experiências passadas. Todas as receitas são feitas no período da manhã e servidas no lanche da tarde para os residentes.

A atividade tem sido benéfica por proporcionar um tempo no qual os idosos podem interagir, além de estimular o raciocínio, a memória e a concentração. “Fico realizada a cada atividade, pois lembro de minha mãe cozinhando e eu nunca colocava de fato a mão na massa”, afirma a residente Anna Guidi. Já a dona Hermínia se emociona a cada aula com a lembrança dos lanches que fazia para os netos. “Além de estimular todos os sentidos, cozinhar conecta as pessoas, puxa a memória e é uma ótima oportunidade para conversar sobre os assuntos que os idosos mais gostam”, avalia a terapeuta ocupacional.

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Dia dos Pais 2017

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O que você imagina de um asilo? Conheça esse lugar em SP e mude seus conceitos – Razões para Acreditar

A maioria das pessoas associa um asilo de idosos a um lugar chato, tedioso, onde pessoas com idade avançada são abandonadas pelos familiares.

Pois saiba que essa é uma ideia totalmente errada. Felizmente, as ILPIs –sigla para Instituições de Longa Permanência de Idosos estão cada vez mais modernas e acolhedoras.

Um exemplo é a Cora Residencial Senior, que possui seis unidades em São Paulo.

A equipe do Razões visitou a unidade do Ipiranga e aproveitou para conferir o diferencial do local. Com uma área verde de  2.000m², fica difícil imaginar que ainda estamos em São Paulo quando entramos.

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“A inspiração para criar a Cora foi baseada nos modelos de Instituições de Longa Permanência para idosos que existem no Canadá, nos Estados Unidos e na Europa, e o nosso objetivo foi trazer esse modelo inovador para o país“, explica Gisele Soler, coordenadora de atendimento da unidade.

“Tudo no espaço foi pensado para o bem-estar do idoso. A vida pode ser muito gostosa em um residencial”, completa.

As acomodações podem ser individuais, duplas e triplas e todos os quartos são suítes. A altura das camas, a estrutura dos banheiros e o design dos móveis foram especialmente pensados para as necessidades dos idosos.

Entre as atividades, as mais populares são as aulas de dança e de teatro, as sessões de cinema que acontecem semanalmente e a visita de cães na unidade, na parceria com a ONG Cão Cidadão.

Há também festas temáticas, como a do Carnaval e a Festa Junina.

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As atividades são elaboradas com o objetivo de desenvolver o sistema neurológico dos idosos e a grade das atividades muda constantemente, para tornar o dia a dia dos moradores mais dinâmico.

Outro fato interessante é a parceria que a unidade possui com os estudantes de Gerontologia da USP (Universidade de São Paulo), que promovem campeonatos de videogame, com jogos de boliche em realidade virtual.

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No meio da visita conhecemos a Dona Isaura, de 85 anos. Como uma típica japonesa, ela adora tecnologia e está sempre com seu Tablet na mão. Por iniciativa própria, ela começou a ensinar japonês para as colegas da Cora.

“Ela pediu para as funcionárias da Cora tirarem xerox da apostila que ela mesmo preparou sozinha”, conta Gisele.

A Cora possui outros dois tipos de estadias, além da de Longa Permanência: a Sênior Day, onde o idoso passa o dia no local e retorna para casa no final do dia e a de Curta Permanência, quando o idoso precisa ficar durante curtas temporadas, como viagem de trabalho, final de ano, férias familiares, feriados prolongados, entre outros.

Há casos em que os idosos também vêm para fazer um período de reabilitação e tratamento e acabam gostando do dia a dia e se mudam para o local. Foi o caso da Ana Maria Benavente.

Ela chegou em uma cadeira de rodas bem debilitada e foi feito todo um trabalho de fisioterapia com ela, além da interação com os outros idosos. Ela agora anda normalmente.

“Eu morava sozinha e meu filho disse que ficava muito preocupado comigo. Ele preferia que eu ficasse em um lugar onde eu fosse cuidada e que pudesse me visitar quando quisesse”, conta.

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Há também o caso da Dona Liziria, que morava sozinha em Balneário Camboriú enquanto sua família estava em São Paulo. Suas filhas ficaram preocupadas com ela e a trouxeram. Sua grande alegria são as amizades que fez no local.

“Elas são como irmãs. Estou muito feliz aqui. Fiz grandes amigas”, diz ela.

“As pessoas ainda têm um estigma com casas como essa. Aqui as famílias vêm e se encantam com a proposta do local. Isso faz com que a ideia do abandono seja desvinculada, pois eles podem participar da rotina e serem super presentes”, disse Gisele.

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Centros para idosos têm maior procura nas férias e até videogame para terapia – Folha de S.Paulo

Passar as tardes dançando, fazendo exercícios, conversando com amigos e até jogando boliche em um videogame. Faz duas semanas que esse é o agitado dia a dia de Maria Eugênia de Carvalho, 79, que começou a frequentar uma unidade particular de um centro-dia para idosos (CDI).
Os serviços de atenção diurna aos idosos voltados a pessoas com algum grau de dependência, física ou cognitiva, ficam mais movimentados no período de férias.
Segundo a empresa Cora, no fim de ano a procura pelo serviço cresce cerca de 50%. No mês de julho, ela espera crescimento de 30% no número de idosos que passam o dia na instituição e voltam para casa à noite.
“Nessa época há uma mudança na conjuntura familiar. Você precisa dedicar um pouco mais de tempo para outras atribuições com filhos, para citar um exemplo”, diz Rodrigo da Costa, geriatra da Cora Residencial Senior.
O serviço também ajuda os idosos a continuar a prática de exercícios apesar das desanimadoras baixas temperaturas do inverno.
Maria Eugênia, que é psicopedagoga aposentada, teve problemas no joelho e em um tendão da perna esquerda, mas no centro-dia não deixa de dançar e fazer exercícios, ainda que com alguma dificuldade. “Esse meu joelho é terrível”, diz ela.


“As pessoas que já estão habituadas continuam frequentando e reforçamos os cuidados e manejo em relação ao frio. Mas as pessoas que pretendem começar têm mais resistência em sair de casa”, lembra Vanessa Mutchnik, mestre em gerontologia e proprietária do Centro Dia para Idosos Pasárgada, no bairro da Aclimação, em São Paulo.
A maior procura pelo serviço também acompanha o crescimento da população idosa (com 60 anos ou mais) do Brasil, que se encontra em transição demográfica.
Dados do IBGE apontam que, em 2030, o número de idosos já terá superado o de crianças e adolescentes em mais de 2 milhões de pessoas. Em 2050, serão cerca de 30 milhões a mais de idosos em relação a crianças no país, o que significa que quase 30% da população terá 60 anos ou mais.
“Vai haver cada vez mais demanda por cuidadores”, diz. “Na Europa e EUA já são muito presentes os centros e essa forma de cuidar”, diz Alexandre Busse, geriatra do Hospital das Clínicas da USP.
O serviço é relativamente recente no Brasil, com inauguração de diversos centros, tantos públicos quanto privados, nos últimos anos. O primeiro CDI da Prefeitura de São Paulo, por exemplo, foi inaugurado em setembro de 2015, no Bom Retiro, região central da cidade. Hoje são 16.
Nos serviços privados, os serviços vão de cerca de R$ 150,00 (uma diária) até quase R$ 5.000,00 para um mês inteiro.
Segundo Busse, além dos cuidados de saúde com os idosos, os CDIs podem ser importantes para o estímulo cognitivo, físico e social, que podem servir como formas de prevenção. Os serviços contam com equipes multidisciplinares, que incluem psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, alimentação, oficinas, atividades manuais e exercícios físicos.
“Após a aposentadoria, se a pessoa não tem outra coisa que preencha a vida, que faça ela se sentir útil para a sociedade, ela vai ‘atrofiando’”, afirma Busse.

Atividade
Os idosos que frequentam os CDI têm um certo grau de autonomia, mas ainda precisam de ajuda para atividades do dia a dia para não correr riscos ao ficar desamparados.
“Vim para cá porque meu filho é muito preocupado com minha idade, por eu ter me aposentado e estar mais parada”, diz Maria Eugênia, após de exercitar na Cora.

Sao Paulo, SP, BRASIL, 07-07-2017: ***Especial Para Segunda FOLHA*** Os Centros Dia sao locais que oferecem aos idosos ,que precisam de cuidados, passar o dia e nao apenas como local de moradia. Como o residencial CORA. Na foto, idosos moradores (internos) jogam domino no periodo da manha (na unidade do Ipiranga) (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress, COTIDIANO).
A pedagoga aposentada Maria Páscoa, 75, frequenta um CDI junto com seu marido. Toda quarta-feira, eles chegam para a primeira refeição da manhã –“porque está incluso no preço e dispensa o trabalho de fazer o café em casa” – e passam o dia todo fazendo atividades.
Os dois estão testando a Cora para ver se se mudam em definitivo para a residência para idosos, por todo o trabalho envolvido na manutenção do apartamento onde moram sozinhos.
O geriatra do HC também alerta para a superproteção aos idosos, um grupo tão heterogêneo quanto a população de qualquer outra idade.
“Vemos idosos que têm a sua independência, que se movimentam bem, mas que são restritos pelos filhos. Eles dizem: ‘Pode deixar que eu faço as suas compras, pode deixar que eu vou ao banco.’ Isso também não faz bem”, afirma Busse.

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Dia do Sorvete 2017

27/09/2017 Equipe Cora #Galeria de Atividades

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Receitas contam histórias e trazem memórias em oficina de culinária da Cora

19/09/2017 Equipe Cora #Galeria de Atividades

Cozinha se transforma em atividade para exercitar as capacidades, lembrar, se emocionar, celebrar e até sonhar Cozinhar mexe com todos os sentidos, nos faz viajar pelo tempo, relembrar histórias com as pessoas que amamos, além de ser um momento que conseguimos unir a família e amigos em volta da mesa, para bater papo e trocar experiências. Com esse objetivo, a terapeuta ocupacional da Cora Residencial Ipiranga, Renata Fücher, criou uma oficina prática por meio de relatos dos residentes que diziam sentir falta do contato com a culinária. A Oficina Culinária é um projeto realizado mensalmente na unidade do Ipiranga e tem como objetivo incentivar o trabalho em equipe, a estimulação sensorial e o resgate de história de vida dos idosos. Por isso, na hora da escolha das receitas a serem reproduzidas, a nutricionista Fernanda Passos escolhe sempre por pratos simples, porém que se relacionem com experiências passadas. Todas as receitas são feitas no período da manhã e servidas no lanche da tarde para os residentes. A atividade tem sido benéfica por proporcionar um tempo no qual os idosos podem interagir, além de estimular o raciocínio, a memória e a concentração. “Fico realizada a cada atividade, pois lembro de minha mãe cozinhando e eu nunca colocava de fato a mão na massa”, afirma a residente Anna Guidi. Já a dona Hermínia se emociona a cada aula com a lembrança dos lanches que fazia para os netos. “Além de estimular todos os sentidos, cozinhar conecta as pessoas, puxa a memória e é uma ótima oportunidade para conversar sobre os assuntos que os idosos mais gostam”, avalia a terapeuta ocupacional.

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Dia dos Pais 2017

11/08/2017 Equipe Cora #Galeria de Atividades

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O que você imagina de um asilo? Conheça esse lugar em SP e mude seus conceitos – Razões para Acreditar

12/07/2017 Equipe Cora #HistóriasdaCora

A maioria das pessoas associa um asilo de idosos a um lugar chato, tedioso, onde pessoas com idade avançada são abandonadas pelos familiares. Pois saiba que essa é uma ideia totalmente errada. Felizmente, as ILPIs –sigla para Instituições de Longa Permanência de Idosos estão cada vez mais modernas e acolhedoras. Um exemplo é a Cora Residencial Senior, que possui seis unidades em São Paulo. A equipe do Razões visitou a unidade do Ipiranga e aproveitou para conferir o diferencial do local. Com uma área verde de  2.000m², fica difícil imaginar que ainda estamos em São Paulo quando entramos. “A inspiração para criar a Cora foi baseada nos modelos de Instituições de Longa Permanência para idosos que existem no Canadá, nos Estados Unidos e na Europa, e o nosso objetivo foi trazer esse modelo inovador para o país“, explica Gisele Soler, coordenadora de atendimento da unidade. “Tudo no espaço foi pensado para o bem-estar do idoso. A vida pode ser muito gostosa em um residencial”, completa. As acomodações podem ser individuais, duplas e triplas e todos os quartos são suítes. A altura das camas, a estrutura dos banheiros e o design dos móveis foram especialmente pensados para as necessidades dos idosos. Entre as atividades, as mais populares são as aulas de dança e de teatro, as sessões de cinema que acontecem semanalmente e a visita de cães na unidade, na parceria com a ONG Cão Cidadão. Há também festas temáticas, como a do Carnaval e a Festa Junina. As atividades são elaboradas com o objetivo de desenvolver o sistema neurológico dos idosos e a grade das atividades muda constantemente, para tornar o dia a dia dos moradores mais dinâmico. Outro fato interessante é a parceria que a unidade possui com os estudantes de Gerontologia da USP (Universidade de São Paulo), que promovem campeonatos de videogame, com jogos de boliche em realidade virtual. No meio da visita conhecemos a Dona Isaura, de 85 anos. Como uma típica japonesa, ela adora tecnologia e está sempre com seu Tablet na mão. Por iniciativa própria, ela começou a ensinar japonês para as colegas da Cora. “Ela pediu para as funcionárias da Cora tirarem xerox da apostila que ela mesmo preparou sozinha”, conta Gisele. A Cora possui outros dois tipos de estadias, além da de Longa Permanência: a Sênior Day, onde o idoso passa o dia no local e retorna para casa no final do dia e a de Curta Permanência, quando o idoso precisa ficar durante curtas temporadas, como viagem de trabalho, final de ano, férias familiares, feriados prolongados, entre outros. Há casos em que os idosos também vêm para fazer um período de reabilitação e tratamento e acabam gostando do dia a dia e se mudam para o local. Foi o caso da Ana Maria Benavente. Ela chegou em uma cadeira de rodas bem debilitada e foi feito todo um trabalho de fisioterapia com ela, além da interação com os outros idosos. Ela agora anda normalmente. “Eu morava sozinha e meu filho disse que ficava muito preocupado comigo. Ele preferia que eu ficasse em um lugar onde eu fosse cuidada e que pudesse me visitar quando quisesse”, conta. Há também o caso da Dona Liziria, que morava sozinha em Balneário Camboriú enquanto sua família estava em São Paulo. Suas filhas ficaram preocupadas com ela e a trouxeram. Sua grande alegria são as amizades que fez no local. “Elas são como irmãs. Estou muito feliz aqui. Fiz grandes amigas”, diz ela. “As pessoas ainda têm um estigma com casas como essa. Aqui as famílias vêm e se encantam com a proposta do local. Isso faz com que a ideia do abandono seja desvinculada, pois eles podem participar da rotina e serem super presentes”, disse Gisele.

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Centros para idosos têm maior procura nas férias e até videogame para terapia – Folha de S.Paulo

11/07/2017 Equipe Cora #TerceiraIdade

Passar as tardes dançando, fazendo exercícios, conversando com amigos e até jogando boliche em um videogame. Faz duas semanas que esse é o agitado dia a dia de Maria Eugênia de Carvalho, 79, que começou a frequentar uma unidade particular de um centro-dia para idosos (CDI). Os serviços de atenção diurna aos idosos voltados a pessoas com algum grau de dependência, física ou cognitiva, ficam mais movimentados no período de férias. Segundo a empresa Cora, no fim de ano a procura pelo serviço cresce cerca de 50%. No mês de julho, ela espera crescimento de 30% no número de idosos que passam o dia na instituição e voltam para casa à noite. “Nessa época há uma mudança na conjuntura familiar. Você precisa dedicar um pouco mais de tempo para outras atribuições com filhos, para citar um exemplo”, diz Rodrigo da Costa, geriatra da Cora Residencial Senior. O serviço também ajuda os idosos a continuar a prática de exercícios apesar das desanimadoras baixas temperaturas do inverno. Maria Eugênia, que é psicopedagoga aposentada, teve problemas no joelho e em um tendão da perna esquerda, mas no centro-dia não deixa de dançar e fazer exercícios, ainda que com alguma dificuldade. “Esse meu joelho é terrível”, diz ela. “As pessoas que já estão habituadas continuam frequentando e reforçamos os cuidados e manejo em relação ao frio. Mas as pessoas que pretendem começar têm mais resistência em sair de casa”, lembra Vanessa Mutchnik, mestre em gerontologia e proprietária do Centro Dia para Idosos Pasárgada, no bairro da Aclimação, em São Paulo. A maior procura pelo serviço também acompanha o crescimento da população idosa (com 60 anos ou mais) do Brasil, que se encontra em transição demográfica. Dados do IBGE apontam que, em 2030, o número de idosos já terá superado o de crianças e adolescentes em mais de 2 milhões de pessoas. Em 2050, serão cerca de 30 milhões a mais de idosos em relação a crianças no país, o que significa que quase 30% da população terá 60 anos ou mais. “Vai haver cada vez mais demanda por cuidadores”, diz. “Na Europa e EUA já são muito presentes os centros e essa forma de cuidar”, diz Alexandre Busse, geriatra do Hospital das Clínicas da USP. O serviço é relativamente recente no Brasil, com inauguração de diversos centros, tantos públicos quanto privados, nos últimos anos. O primeiro CDI da Prefeitura de São Paulo, por exemplo, foi inaugurado em setembro de 2015, no Bom Retiro, região central da cidade. Hoje são 16. Nos serviços privados, os serviços vão de cerca de R$ 150,00 (uma diária) até quase R$ 5.000,00 para um mês inteiro. Segundo Busse, além dos cuidados de saúde com os idosos, os CDIs podem ser importantes para o estímulo cognitivo, físico e social, que podem servir como formas de prevenção. Os serviços contam com equipes multidisciplinares, que incluem psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, alimentação, oficinas, atividades manuais e exercícios físicos. “Após a aposentadoria, se a pessoa não tem outra coisa que preencha a vida, que faça ela se sentir útil para a sociedade, ela vai ‘atrofiando’”, afirma Busse. Atividade Os idosos que frequentam os CDI têm um certo grau de autonomia, mas ainda precisam de ajuda para atividades do dia a dia para não correr riscos ao ficar desamparados. “Vim para cá porque meu filho é muito preocupado com minha idade, por eu ter me aposentado e estar mais parada”, diz Maria Eugênia, após de exercitar na Cora. A pedagoga aposentada Maria Páscoa, 75, frequenta um CDI junto com seu marido. Toda quarta-feira, eles chegam para a primeira refeição da manhã –“porque está incluso no preço e dispensa o trabalho de fazer o café em casa” – e passam o dia todo fazendo atividades. Os dois estão testando a Cora para ver se se mudam em definitivo para a residência para idosos, por todo o trabalho envolvido na manutenção do apartamento onde moram sozinhos. O geriatra do HC também alerta para a superproteção aos idosos, um grupo tão heterogêneo quanto a população de qualquer outra idade. “Vemos idosos que têm a sua independência, que se movimentam bem, mas que são restritos pelos filhos. Eles dizem: ‘Pode deixar que eu faço as suas compras, pode deixar que eu vou ao banco.’ Isso também não faz bem”, afirma Busse.

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