Cora Residencial Senior na Veja São Paulo

Equipe Cora

Até alguns anos atrás, os principais lares destinados a idosos na capital ocupavam sobrados com quintais apertados e quartos coletivos, onde várias camas eram dispostas lado a lado. O único serviço disponível costumava ser o acompanhamento clínico 24 horas, e as mensalidades giravam em torno de 3 000 reais.

De uns tempos para cá, no entanto, ocorreu a chegada de estabelecimentos de melhor padrão. Pelo menos dez endereços com esse perfil abriram as portas por aqui desde 2014. Construídos em amplos terrenos arborizados e divididos em confortáveis apartamentos duplos ou até individuais, esses locais oferecem ainda um extenso cardápio de atividades culturais e esportivas para os hóspedes.

Em alguns deles, apenas detalhes característicos do setor — como o botão de emergência ao lado da cama para a comunicação com enfermeiras — diferenciam esses endereços do ambiente de um bom hotel.
A principal rede do ramo é a Cora Residencial Senior, que se instalou na cidade em 2015. Ela pertence à Brasil Senior Living (BSL), do fundo Pátria Investimentos. “Na fase de estudos, visitamos mais de 100 estabelecimentos, entre brasileiros e estrangeiros, para criar um modelo diferenciado de atendimento”, afirma Ricardo Soares, presidente da BSL.

As duas unidades mais recentes foram inauguradas há cerca de dois meses, na Chácara Santo Antônio e em Higienópolis. A companhia está presente também em outros cinco espaços — Campo Belo, Ipiranga, Jardins, Tatuapé e Villa Lobos. Os edifícios têm capacidade para atender até 200 moradores e contam com ambientes amplos e bem iluminados por enormes janelas. Os quartos são triplos, duplos ou individuais e há em média uma enfermeira para cada oito idosos.

O valor mínimo para morar no local é 5 000 reais por mês. Os hóspedes escolhem a sua rotina diária em meio a uma ampla programação, que inclui terapia ocupacional, sessões de cinema, jogos de videogame do console Wii e exercícios físicos, como aulas da dança zumba — realizadas com as pessoas sentadas, para permitir a participação de cadeirantes.

Todo mês, a empresa de adestramento Cão Cidadão promove uma interação entre animais e os idosos de uma unidade. “As outras casas de repouso que encontrei eram muito escuras e tristes”, afirma a aposentada Maria Manzini, de 93 anos, que se mudou há oito meses para uma suíte dupla na unidade do Ipiranga. “Aqui é bonito e cheio de atividades.”
Outro investimento da leva recente foi o Residencial Santa Cruz, que começou a funcionar há um ano no Jardim Marajoara, na Zona Sul. Seu destaque é a localização: além de ter um imenso jardim, o terreno é cercado por 35 000 metros quadrados de Mata Atlântica nativa. Um prédio de quatro andares abriga 78 leitos, espalhados em suítes individuais, duplas e triplas.

A construção também conta com salas para a realização de variados exercícios físicos, além de tratamentos diversos de saúde e atividades de lazer. A mensalidade ali parte de 7 800 reais e pode chegar a 15 600 reais para os que desejarem se instalar nas acomodações mais luxuosas.

Um dos pioneiros nessa linha é o Em Família Residencial Senior, inaugurado em novembro de 2014, com três unidades: duas no Pacaembu e uma em Perdizes. Por ali as atividades ocorrem individualmente, de acordo com a necessidade e a característica de cada pessoa. Um exemplo são as sessões de fisioterapia. Os hóspedes reúnem-se apenas para confraternizar em eventos gerais, como apresentações musicais e passeios externos. A mensalidade varia de 7 000 a 11 000 reais.

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Você pode conferir a matéria feita pela Catherine Barros também pelo link: https://vejasp.abril.com.br/cidades/residenciais-para-idosos-novidades/

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